“Confiança” critica “gestão autoritária” na Câmara do Funchal

Os vereadores da coligação “Confiança” vieram hoje lamentar a “gestão autoritária” com que o actual executivo do PSD tem vindo a governar a Câmara Municipal do Funchal, que, no seu entender, tem provocado um clima de constante instabilidade, consequência de saídas de dirigentes e alterações regulares da orgânica municipal.

“A reunião semanal do executivo municipal da cidade capital da Madeira, viu todas as propostas, que constavam na ordem de trabalhos, serem aprovadas por unanimidade, mas isso não significa que a discussão tenha estado ausente da sala. Entre os vários assuntos em debate estiveram as recentes saídas de quadros dirigentes, que a Coligação Confiança garante ser consequência da gestão autoritária imposta pela Coligação Funchal Sempre à Frente, sendo a exoneração do director dos Sistemas de Informação e Novas Tecnologias, o caso mais recente”, refere-se num comunicado.

O vereador Miguel Silva Gouveia disse que “não é possível garantir a estabilidade necessária para gerir uma cidade quando se assiste no município a um rodopio de entradas e saídas, não só de quadros dirigentes, mas também de alguns quadros técnicos”.

O autarca acrescenta ainda que “o facto deste executivo mudar a orgânica da câmara todos os anos e as substituições ocorridas na equipa de vereação, nos respectivos gabinetes e nos administradores de empresas municipais, contribui como factor de instabilidade para uma cidade que precisa da câmara a trabalhar”.

Além do caso referido, o vereador aponta as “exonerações, pedidos de demissão e saídas  de dirigentes do Departamento de Economia, da Divisão de Mercados, do Departamento do Ambiente, da Empresa Municipal SocioHabita e de algumas divisões do Departamento Estratégico e do Departamento de Gestão Financeira”.

No caso mais recente, tratava-se de “uma pessoa que estava há muitos anos a trabalhar nesta casa e nesta área, tendo inclusive sido reconduzido pelo actual Executivo, com trabalhos em projectos como a Loja do Munícipe, o processo de modernização administrativa e desmaterialização, o Funchal Alerta ou mesmo o CIGMA, projecto inaugurado no ano passado, mas que foi desenvolvido na altura da Coligação Confiança, sempre com a participação destes dirigentes”.

A equipa da Confiança lamenta que “pessoas com reconhecida competência e profissionalismo, colocados ao serviço da cidade do Funchal durante vários anos, tenham sido afastadas do cargo que exerciam, por atritos e pela forma de relacionamento com o actual Executivo que se vai degradando”.

“Esta forma de gestão autoritária está a causar instabilidade, bem visível no indisfarçável mau ambiente que se sente nos corredores da autarquia. Criaram mais de 100 cargos de direcção, alegadamente para melhorar o serviço prestado aos funchalenses e, passado mais de metade do mandato, continuam a não conseguir reter dirigentes, substituindo pessoas com competência técnica por outras politicamente orientadas. Face a estas situações, é natural que o serviço piore.”, conclui Miguel Silva Gouveia.


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