Os deputados do PS-M alertaram hoje, para a falta de professores que já começa também a ser sentida na Região, defendendo que é urgente que o Governo Regional tome medidas para mitigar este problema.
No decurso de uma conferência de imprensa junto à Escola Secundária Francisco Franco, o deputado Rui Caetano acusou o secretário regional da Educação de “empurrar o problema para a frente” e de continuar sem apresentar medidas que venham ajudar a prevenir a falta de professores ou a tentar mitigar as situações que já ocorrem atualmente nas escolas.
“No Programa de Governo não há uma única medida nesta linha, que tenha como objectivo salvaguardar a continuidade da qualidade do ensino na Região Autónoma da Madeira”, declarou.
O objectivo é evitar que aconteça na Madeira aquilo que está a verificar-se em todo o país, disse o parlamentar socialista, que chamou a atenção para o facto de, segundo dados da própria tutela, nos próximos sete anos irem reformar-se mais de mil professores na Região, problema ao qual se juntam as previsões de docentes que irão sair da Madeira.
Conforme explicou, em 2025 cumprir-se-á a recuperação total do tempo de serviço dos professores, o que levará a que muitos devam se candidatar aos concursos nacionais e abandonar a Região. Segundo dados dos sindicatos, tudo aponta para que mais de 200 professores devam sair da Madeira e integrar o ensino a nível nacional, por aqui terem já recuperado o tempo de serviço que pretendiam.
Rui Caetano disse que são necessárias soluções para este problema, alertando que isso não se faz apenas com recurso aos professores destacados.
“É verdade que há cerca de 400 professores destacados, no entanto, uma grande parte deles está apenas a tempo parcial nesse destacamento. Além disso, a maioria deles é das áreas da educação física, cultural e social. Como é que vão colmatar as falhas nas áreas do inglês, da informática, da geografia ou da filosofia?”, interrogou-se.
O parlamentar recordou ainda que na última década saíram do sistema de ensino da Região cerca de mil professores e que foram fechadas 93 escolas.
“É verdade que há redução de alunos, mas também há redução de professores”, defendeu.
O socialista entende, portanto, que o Governo Regional deve assinar protocolos com a Universidade da Madeira, de modo a que sejam abertos cursos e mestrados via ensino nas áreas deficitárias, bem como que sejam criadas condições para que se proceda à profissionalização em serviço de todos aqueles que possuem licenciaturas e queiram enveredar pela via ensino.
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