
As críticas ao Lar da Bela Vista continuam a ser reportadas ao Funchal Notícias. No centro do descontentamento, em particular dos familiares dos utentes e também dos profissionais que lá trabalham, estão diversos problemas que põem em causa a qualidade do serviço a prestar aos idosos, numa instituição de referência na Madeira.
Segundo os relatos feitos chegar ao FN, quando o chamado “Lar do Lazareto” era gerido pela entidade pública, havia constrangimentos mas nunca atingiram a dimensão e gravidade dos que ora se verificam. A partir da fusão com o privado, Atalaia Living Care, os problemas têm crescido e as respostas tardam em ser implementadas.
Da vasta lista de insuficiências na instituição de saúde, enumera-se a falta de pessoal suficiente para garantir a devida higiene aos doentes, levantando-os com regularidade para evitar as feridas, a sobrecarga de trabalho da enfermagem, a presença de baratas e ratos que por vezes se passeiam pelos espaços comuns e até o guarda noturno foi dispensado. A drástica redução de pessoal auxiliar tem agravado a qualidade do serviço prestado e sobrecarregado os profissionais que ali prestam serviço, muitos deles pedindo a intervenção do Governo Regional através da Secretaria da Inclusão, ainda sem resposta.
Fragilizados e absolutamente dependentes, os idosos esperam por melhores dias nesta instituição, antes tão reconhecida. Mas, não fora os cuidados da enfermagem e de alguns familiares atentos, e a situação ter-se-ia deteriorado de forma substancial.
Com nova titular à frente da Inclusão, que aposta na proximidade com as instituições, os críticos recomendam uma visita prolongada da Secretária Regional Ana Sousa à instituição, para inteirar-se verdadeiramente da realidade que está à vista de todos, há algum tempo.
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