
Há muito tempo que o país tem vindo a assistir a esta novela governativa liderada por António Costa, com fortes suspeitas de corrupção. Mas Costa, conhecido por ser astuto e muito hábil, fez sempre a fuga para a frente e, contra toda a lógica e bom senso governativos, segurou e deu a cara por tudo o que tresandava a amadorismo político da sua equipa, falta de dignidade institucional e um aroma tremendo, de longe, a suspeita de favorecimentos. Lembremo-nos da novela João Galamba e da defesa, sem precedentes na história governativa, de um Primeiro Ministro a segurar um ministro ferido de morte com estilhaços diretos para o governo.
Os dados concretos e verídicos dos processos continuam na esfera do sigilo da justiça. Deve presumir-se sempre a inocência de Costa e demais nomes divulgados nos processos até à conclusão das investigações. Mas os indícios suficientemente fortes e as buscas, os nomes dos envolvidos com implicação direta no Primeiro Ministro e no seu homem-sombra, Vítor Escária, entre outras figuras como João Galamba, formam um caldo abrasivo que traz a superfície a descredibilização desta casta de governantes que lideram um País pequeno mas com história.
A fuga de Costa para a frente levou meses e meses. Os seus governantes prediletos, contra todas as vozes no Parlamento e até do Presidente da República, foram sempre protegidos pelo Primeiro Ministro. Até ao dia de hoje. Resultado: é pouco importante o Primeiro Ministro ter avançado com a sua demissão, uma iniciativa mais do que previsível há largos meses. Está de consciência tranquila, apesar de demitir-se. Demite-se porque não tem condições para continuar dado o clima de suspeita. Já se sabe. Tudo faz parte do número político. O mais grave não são os Costas, os Galambas, os Escárias que lançam este clima de suspeição, pelas mãos da justiça. O mais grave e penoso é o fardo que pesa sobre um Portugal enfraquecido e diminuído por esta casta de políticos suspeitos de atos ilícitos. Para onde caminhas, Portugal, com esta estirpe de políticos?
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