Associação de pastores diz que a Madeira é “um barril de pólvora”

foto arquivo

A Associação Agroecológica e Silvopastoril da Região Autónoma da Madeira veio alertar para o “gravíssimo abandono e falta de gestão da Secretaria do Ambiente e do seu instituto na remoção das plantas infestantes e outros matagais potenciadores de riscos de incêndios e da degradação da qualidade dos nossos espaços florestais”.

Para a dita agremiação, o processo de limpeza do Paul da Serra e da sua gestão “é o melhor exemplo das nossas constatações e conformam cabalmente o desleixo e incompetência destas entidades”.

Referindo que as promessas e compromissos legais “nada lhes valem”, a associação pergunta “como é possível orçamentos fartos de margens de execução e de custos elevados em relação aos preços reais de mercado, sejam desperdiçados ou deixados ao “deus dará” conforme se podem observar nos trabalhos de erradicação de infestantes do Paul da Serra”.

“Equipamentos e pessoal raramente trabalham quinze a trinta minutos por dia e ninguém controla a sua produtividade. Máquinas paradas, mas cheias de combustível, que não se movimentam nas últimas duas semanas ou mais. A ausência da Guarda Florestal ou de outras entidades com objectivo de vistoriar e acompanhar estes trabalhos é inexistente (sic)”

“Mais, os postos florestais do lado oeste da ilha ocupam-se com negócios particulares de imobiliária e venda e agenciamento de seguros no seu horário de expediente do que propriamente cumprir as suas funções de vigilância e prevenção”, acusa ainda a associação, para a qual a Madeira actualmente “vive num “barril de pólvora”.

“As serras de São Martinho, São Roque, Santo António e tantas outras, acham-se abarrotadas de giestas, carqueja e outras infestantes. O Governo e o Instituto das Florestas nada fazem nem preconizam soluções. Este grau de incompetência e inoperacionalidade tem políticos responsáveis óbvios e as restantes responsabilidades pertencem a técnicos incompetentes ou simplesmente maus profissionais e péssimos funcionários públicos”, fulmina o comunicado da Associação.

“Esta e outras chamadas publicas de atenção e outras proclamações de inaptidão e falta de proficiência desta Secretária, Susana Morna Prada e do seu apatetado vassalo é dramática e inquietante. E a liderança do Governo Regional não assume o problema com a gestão florestal e muito menos usa as suas prerrogativas de intervenção e coordenação do seu governo”, reza o comunicado enviado às Redacções.


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