Albuquerque diz que “Compromisso 2030” será a base do programa de Governo

O presidente do PSD/Madeira, Miguel Albuquerque, sublinhou, hoje, a importância do “Compromisso 2030”, como auscultação do “sentir dos Madeirenses” e das suas aspirações futuras para a Região. Diz que é uma forma de partidos como PSD-M, que já estão há muitos anos no poder, não se distanciarem da realidade das bases.

“Temos de ouvir os destinatários das políticas no sentido de as executarmos em consonância com aquilo que é a realidade vivida de cada um e com aquilo que são as necessidades materiais e não materiais da nossa sociedade”, declarou, durante a apresentação final do documento.

Foi uma ocasião em que afirmou “gostar que lhe façam juízos de valor e não ter medo da dialética política”.

As conclusões ora apresentadas serão vertidas no futuro Programa do Governo, garantiu.

O grande desafio, em áreas como a saúde e a educação, passa, precisamente, pelos sistemas públicos de saúde “continuarem ligados a essas mudanças, serem líderes e estarem na vanguarda dessas mudanças, porque, caso contrário, se os sistemas públicos não aguentarem as funções sociais na saúde e na educação e não aguentarem essas mudanças, o que vai acontecer é que iremos facturar a sociedade, porque os privados vão avançar e a população que não tem capacidade de acesso aos privados ficará para trás”, enfatizou.

Ainda no respeitante à educação, o presidente do PSD/Madeira reiterou a importância da Escola pública continuar a corresponder e a garantir, de forma eficaz e conforme sucede na Região, às necessidades de equidade e mobilidade social.

“É decisivo garantirmos, nas funções sociais na Região, uma escola pública de alta qualidade, com estabilidade no sector da educação e com as carreiras reconhecidas”, disse, criticando, a este propósito, aquilo que sucede neste momento a nível do continente, com os alunos há três anos sem aulas.

O Estado, sublinhou, “à luz da Constituição, não está isento de exercer na Região as suas funções sociais, tem de assumir e cumprir as suas obrigações constitucionais na saúde, na educação e no social”, reiterando que é fundamental que, para o futuro, a Madeira tenha, também, instrumentos, essencialmente de natureza fiscal, para poder assegurar o seu desenvolvimento e que têm de existir alterações na gestão do património, designadamente ao nível da Região passar a ter a possibilidade de exercer a cogestão do seu espaço marítimo.

Agradecendo ao Presidente do PSD/Madeira o desafio e a visão deste projecto – que veio reforçar a abertura do Partido à sociedade e a importância de que todos devem construir e participar naquele que é o caminho de desenvolvimento da Região – o líder parlamentar Jaime Filipe Ramos, na qualidade de representante da organização do “Compromisso 2030”, afirmou estar convencido de que este documento “será um excelente guião para quem quer governar bem a Madeira e o Porto Santo”, rematou.

O documento final tem 168 páginas e é fundamentado no trabalho de centenas de pessoas, levado a cabo durante 10 meses, assegura o PSD.


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