Considera o Banco Mundial: “Pobreza é fome. Pobreza é falta de abrigo. Pobreza é ficar doente e não poder ir ao médico. (…). Pobreza é não ter emprego, é medo do futuro, viver um dia de cada vez. (…) A pobreza é um apelo à acção (…), um apelo para mudar (…) para que muitos mais tenham o suficiente para comer, abrigo adequado, acesso à educação e saúde, protecção contra a violência e uma voz no que acontece nas suas comunidades.”
A Iniciativa Liberal emitiu um comunicado no qual diz que mais de 81 mil madeirenses estão em risco de pobreza. “A Madeira foi ultrapassada pelos Açores em 0,1%. Deixámos de estar no fundo da lista. E com isto o PSD Madeira faz uma festa. Não diz é que a Taxa de Risco de Pobreza e Exclusão Social não parou de aumentar. Se em 2021 estava nos 28,9%, em 2022 subiu para os 30,2%.”
“Temos que sair deste círculo vicioso: é pobre porque falta dinheiro; falta dinheiro porque há baixa capacidade de poupança e consequente acumulação de riqueza; há baixa capacidade de poupança porque os rendimentos são baixos; há rendimentos baixos porque a produtividade é baixa; há baixa produtividade porque há falta de dinheiro; e voltamos ao princípio… O governo entende que o problema está então na falta de dinheiro. E aparece o subsídio. Só que este é insuficiente para resolver o problema porque está sustentado em impostos, que não estão apoiados em produção, sendo, assim, o próprio estado arrastado para o ciclo da pobreza”, refere a IL.
“O combate à pobreza é um combate às suas causas. A falta de emprego, a incapacidade de fazermos com que a educação funcione como meio de alavancagem social, a abordagem governamental que vê a solução na subsidiarização da pobreza, a enorme crise económica que vivemos e, primeiro que tudo, a inexistente estratégia de qualificação dos recursos humanos, estão entre as causas”, diz o coordenador Nuno Morna.
“Se por um lado é necessário aplicar os recursos na manutenção da qualidade de vida das pessoas, por outro essa aplicação tem que ter uma perspectiva de futuro estando associada a medidas efectivas que alterem o estado das coisas. Criar emprego, adequar a carga de impostos, equidade, educação, mercado livre, criação de condições que promovam o crescimento económico e a riqueza das famílias, inovação tecnológica, são o caminho a seguir”, refere.
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