
Os milhares de visitantes que encheram a Madeira para vibrar com a Festa da Flor não terão certamente dado por perdido nem o tempo nem o dinheiro investido. O cartaz turístico é um grande atrativo e o “boom” de visitantes, continentais e estrangeiro, em tempo de crise, é deveras surpreendente. Mas há notas dissonantes no meio desta euforia que não passam despercebidas ao FN, sem naturalmente deslustrar a boa nova da enchente da ocupação turística.

São, inequivocamente, surpreendente os escaldantes preços praticados pela hotelaria e restauração, neste tempo de folia floral, como se, de facto, o dinheiro circulasse à tripa forra. Apenas um exemplo: por quatro dias com programa turístico na Madeira, num hotel de quatro a cinco estrelas, são cobrados cerca de 2 mil euros por pessoa e nem todas as refeições estão incluídas. Mas não só. No final da tarde de ontem, o café e restaurante “The Ritz Madeira”, cobrou, por pessoa, 58 euros por jantar (com direito a espetáculo de dança) e fazia-se fila para aceder ao banquete. É razão para questionar: terá saído o euromilhões a esta gente ou a era pós-pandemia está a abrir os cordões à bolsa em plena crise europeia num desejo de evasão sem precedentes? Ou ainda: quem controla estas tarifas, mesmo numa economia aberta de mercado?
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