A CDU emitiu um extenso comunicado saudando a União dos Sindicatos da Madeira, e por seu intermédio, todos os trabalhadores da Madeira e do Porto Santo, a propósito da celebração do 1º de Maio, que se avizinha.
“São os trabalhadores que constroem as casas onde vivemos, os passeios e ruas que pisamos, quando acendemos a luz é o trabalho de alguém que o torna possível. São os trabalhadores, que produzem toda a riqueza fazendo a Região avançar e a sociedade funcionar. Trabalhar horas a fio por turnos, com contratos precários, sem condições de trabalho, sujeitos a doenças profissionais sentindo na pele a exploração e instabilidade. Muitos trabalhadores chegam ao fim do salário ainda com muito mês pela frente, ao mesmo tempo os grandes grupos económicos acumulam lucros gigantescos à custa da especulação e dos baixos salários”, denuncia a CDU.
“Sobem os preços dos alimentos, da energia da habitação, ou seja, há um aumento generalizado dos preços de forma galopante. Só os salários não acompanham esse ritmo. A precariedade, segundo os dados estatísticos mais recentes afecta mais de 18.500 trabalhadores da Região Autónoma da Madeira. Se a estes números juntarmos os falsos recibos verdes verificamos que mais de 20% dos madeirenses e porto-santenses que têm trabalho encontram-se numa situação de instabilidade laboral”, refere uma nota.
A principal causa do aumento do desemprego é o fim de contratos não permanentes, ou seja, vínculos laborais precários, que por exemplo, no mês de Fevereiro deste ano representou 26,6% do total dos novos inscritos no Instituto de Emprego da Madeira.
“A precariedade laboral atinge principalmente os jovens, é factor de instabilidade laboral social e até mesmo familiar, em média um trabalhador com vínculo precário aufere salários inferiores em 30% que um trabalhador com vínculo efectivo. A precariedade laboral é, assim, a principal causa de desemprego e dos baixos salários na nossa Região”, prossegue a CDU.
2Os baixos salários são uma outra realidade dramática. O rendimento salarial médio mensal líquido dos trabalhadores na Região por conta de outrem fixou-se no ano de 2022 nos 878€. Perante esta realidade é necessário tomar medidas para inverter o rumo de precarização do mundo do trabalho, valorizando o trabalho e os trabalhadores, garantindo emprego com direitos e valorizando os salários e as remunerações, garantindo que a cada posto de trabalho permanente represente um vínculo laboral efectivo”, entende a CDU, que quer, acima de tudo, combater a precariedade.
A CDU apela a todos os trabalhadores e à população em geral a participar massivamente na manifestação promovida pela União dos Sindicatos da Madeira, para o dia 1º de Maio, com concentração marcada para as 10h30 junto à Assembleia Legislativa Regional, com saída em manifestação às 11h00 rumo ao Jardim Municipal, seguida de intervenções sindicais.
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