O líder do PS-M, Sérgio Gonçalves, foi hoje bastante crítico ao falar no “Almoço da Liberdade” do partido, dizendo que o PSD já teve quase 50 anos para mostrar o que vale e que é culpado de uma dura realidade que se vive na Região, com dificuldades no acesso à saúde e à habitação, e com problemas económicos que obrigam muitos a emigrar. O Executivo de Albuquerque, acusou, persiste em não implementar medidas complementares de apoio para mitigar o aumento brutal do custo de vida.
“Não é das elites que os madeirenses precisam”, sentenciou, mas sim de pessoas sérias, competentes e que apresentem soluções. “O tempo das elites foi o tempo da ditadura e esse tempo já acabou”, disse, dirigindo tais críticas ao presidente do Governo Regional.
Sérgio Gonçalves apontou como seu desígnio garantir “uma terra onde possa viver e trabalhar quem cá nasceu”, salientando a importância da mobilização para que seja possível concretizar a mudança que os madeirenses tanto querem e merecem.
“O nosso adversário está lá fora. Não está cá dentro”, disse, exortando à união em torno deste projecto e de ideais comuns, lutando para que o PS tenha o melhor resultado possível. “Quem não quer o sucesso do PS-Madeira não quer o sucesso da Madeira. Quem não quer o bem do PS-Madeira não quer o bem da Madeira”, sentenciou.
Perante os perto de 400 militantes e simpatizantes que encheram um restaurante do Funchal, Sérgio Gonçalves não deixou também de apelar à luta contínua pela afirmação das conquistas de Abril.
Essa liberdade que conquistámos está hoje ameaçada por populismos da direita que tentam chegar ao poder e por outros de direita que, aparentemente menos populistas, querem associar-se a esses populistas para se manterem na governação, no caso da Região, ou para chegar à governação, no caso do País”, advertiu. “É contra esses populismos de direita que temos de lutar e fazer valer os valores de Abril, que são também os valores do PS”, frisou.
Por seu turno, a presidente das Mulheres Socialistas da Madeira constatou que na Região “ainda não se fez o 25 de Abril” e que “passamos da ditadura para uma democracia que estrangula, que asfixia, que empobrece e que procura controlar tudo e todos”.
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