O PPM-Madeira veio denunciar o estado actual da economia, considerando, em comunicado, preocupantes a inflação, o desemprego, as taxas de juro e as poupanças dos madeirenses.
2Esta crise que aí vem é pior que a Troika a todos os níveis. Devíamos ter um Governo Regional da Madeira a educar e a incentivar os madeirenses para as poupanças, mas assistimos completamente ao contrário, incentivando e instigando ao despesismo em borgas, festas e arraiais, com forte relevo para a vida nocturna fora de controlo com actos de violência que nas notícias quase todos os dias assistimos, devido ao consumo de álcool e drogas sintéticas; para agravar estamos perante um ramo com pouca ou nenhuma monitorização destas actividades económicas e como todos sabemos mais susceptível à fuga de impostos quando esta indústria devia ser taxada para o patamar mais alto”, referem os monárquicos madeirenses em comunicado.
“A regulamentação desta indústria ajudava e muito a combater a subida de impostos por exemplo. Acabamos de sair de uma pandemia que aumentou os lucros das empresas para lucros astronómicos como nunca se tinha visto desde 1950 à custa do empobrecimento das classes trabalhadoras mais baixas, que agora não conseguem pagar as rendas e créditos bancários altíssimos. O lucro das grandes empresas nunca se traduziu em melhores condições de trabalho nem aumento de ordenados ao nível do aumento da inflação”, refere a coordenação do PPM-Madeira.
“Entretanto, entramos numa guerra onde muitas empresas aproveitaram para aumentar os preços de muitos produtos essenciais que nem tinham qualquer relação com a guerra. Os abusos económicos não pararam na Ilha da Madeira e só pioraram com a crise imobiliária onde o capital fresco estrangeiro, com a desculpa dos vistos gold, ajudou o aumento de preços do valor das propriedades para compra ou em regime de arrendamento”, prossegue o partido.
“Enquanto isto os nossos governantes ávidos por dinheiro fácil em que até o próprio Governo Regional vende ao desbarato edifícios históricos a sociedades duvidosas criadas uma ou duas semanas antes de se concretizarem as vendas de imóveis públicos e já nem falamos de uma educação de qualidade para aumentar produtividade, pois tudo aqui está instrumentalizado, pelos baixos preços de produção agrícola, baixos ordenados e consequente qualidade de vida dos madeirenses”, diz ainda o comunicado enviado às Redacções.
“Em paralelo, aumentar a fiscalização para o abuso de preços, nada foi feito. Os nossos governantes falharam e não se prevê nenhuma mudança no modus operandi. Quem vai sofrer são os mais pobres e a classe trabalhadora novamente”, prevê esta força política.
Entre as muitas críticas não faltou uma referência ao Presidente da Câmara de Santa Cruz “que até já começa a inaugurar tascas de sidra junto com o Presidente Miguel Albuquerque como vimos na comunicação social regional nestes últimos dias”.
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