
Com uma agenda corriqueira, a reunião de Câmara em Santa Cruz acabou por ficar marcada pelo período de antes da Ordem do Dia, com Filipe Sousa a estranhar que a oposição PSD, nomeadamente o vereador Brício Araújo, se tenha remetido ao silêncio no que diz respeito ao recente relatório do Tribunal de Contas sobre a contratação de serviços jurídicos.
O silêncio, para o executivo, “é ainda mais estranho quando o referido vereador foi o primeiro a vir a público com críticas sem fundamento e o habitual aproveitamento político”.
Para o autarca, tais declarações “espelham bem a falta de ética e coerência políticas”, na medida em que, afirma, o vereador do PSD proferiu um conjunto de declarações falaciosas, dando a ideia de que em Santa Cruz tudo é ilegal.
“Se fosse um político responsável aproveitaria essa oportunidade e comparava as conclusões do Tribunal de Contas no que diz respeito a Santa Cruz, com a conclusão desse mesmo Tribunal, que considerou que foram cometidas ilegalidades no concurso do helicóptero, condenando o Sr. Secretário da Saúde Dr. Pedro Ramos”, recordou.
Filipe Sousa deixou ainda claro que, nas mesmas circunstâncias, não hesitaria em repetir o mesmo procedimento adotado em 2014.
Isto é, “de forma responsável escolhemos o melhor caminho a seguir para que Santa Cruz ficasse livre das ofensivas desencadeadas pelo PSD e o sector empresarial da Região, com penhoras e execuções, que tinham por único objetivo dificultar ao máximo a gestão camarária”, assegura.
O autarca insiste que, felizmente, o PSD não conseguiu os seus propósitos, mas teima em discursos falaciosos e em não reconhecer os resultados positivos que Santa Cruz obteve e continua a obter fruto do contrato assumido.
Filipe Sousa recordou mesmo a Brício Araújo que, em matéria de contratação, tinha apenas quatro caminhos à escolha: “Contratar à moda do PSD, isto é, por telefone e sem qualquer procedimento adjudicatório ou cabimento orçamental; contratar para “inglês ver”, isto é, fazer como o PSD fazia e que publicamente dizia que o empresário amigo tinha direito a indemnização em negociatas ainda não realizadas e depois contratava serviços jurídicos para favorecer claramente o infrator; contratar à moda do PS, isto é, com base em promessas de almoços e jantaradas; ou então contratar com responsabilidade e respeitando integralmente o interesse público e não o interesse partidário e as clientelas políticas”.
E foi precisamente este último caminho o escolhido. “É claro que optamos pela quarta e única opção que dava garantias da salvaguarda do interesse público e deu proveitos financeiros ao município em valores superiores a 4 milhões de euros”, vincou.
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