MPT comenta “situação calamitosa a nível regional”

De acordo com a secretária regional da Inclusão Social e Cidadania, “as 43 Casas do Povo da Região chegam a mais de 50 mil pessoas, o que é muito relevante”, comenta o MPT.

O partido considera que é muito relevante, mas não pelas razões da governante.

“Ou 50 mil pessoas precisam de ajuda para se auto-sustentarem, que é cerca de 25% da população regional, situação esta quase calamitosa a nível social (… e ainda aqui vamos…), ou estão a ser dados a apoios a milhares que não precisam, o que também é um desastre da política social do Governo Regional”, entende esta força política.

“Na opinião do MPT, estes números mostram a ineficácia das políticas económicas do Governo Regional, pelo que urge arrepiar caminho e diversificar a economia, como por exemplo, produzir toda a energia eléctrica de fontes renováveis, facilitar a compra a de painéis solares que produzem hidrogénio para os automóveis, investir em aquacultura semi-intensiva em mar aberto, investir em produtos de substituição (ao invés de importar), favorecer a economia circular (aumentando a taxa de reciclagem ao ponto de termos indústria de reciclagem), impor o consumo preferencial de bens e serviços produzidos na região pela Administração Pública, etc…”, refere a nota de imprensa. 

“Entretanto, enquanto a economia não é diversificada, face à inflação e ao aumento das taxas de juro, urge implementar: cantinas sociais, instalação de dormitórios e quartos, transportes públicos gratuitos e refeições gratuitas para estudantes”, defende o partido.

“O ideal seria aumentar os salários mas a economia não permite grandes aumentos pois está baseada em empregos pouco qualificados para servir o sector imobiliário-turístico”.