Albuquerque no debate mensal do Parlamento: “Este é um momento delicado”

Foto arquivo FN.

Miguel Albuquerque reconhece, no debate mensal na Assembleia Legislativa da Madeira, que “o momento é particularmente delicado”, face ao contexto europeu de crise e às múltiplas incertezas que a guerra suscita.  “Num tempo em que estávamos a recuperar com grande rapidez, nova adversidade se abateu sobre a economia Mundial e a esses impactos a Madeira não fica imune. A incerteza é enorme e a ação governativa tem de ser muito cuidadosa, avaliando semana a semana a nova realidade e procurando respostas adequadas”.

Na primeira parte da sua intervenção, hoje, no Parlamento madeirense, tendo por tema central a economia, o presidente do GR enalteceu o período anterior, de pandemia e de superação, em que o seu governo  “foi capaz de tomar medidas para minimizar os efeitos devastadores que as restrições provocaram na Região. Com um empenho e uma dedicação, que nunca é demais recordar, dos profissionais de saúde, fomos fortes e eficazes na resposta. O Governo Regional apoiou fortemente as famílias, as empresas, os mais frágeis socialmente e reforçou todo o sector social. Fruto dessa ação a Madeira e o Proto Santo resistiram e ultrapassaram com sucesso esse gigantesco desafio”.

O presidente do GR apresenta as estatísticas da recuperação económica pós-pandemia. “Em abril de 2021 o Indicador Regional de Atividade Económica demonstrou que a Madeira voltava a crescer depois do período da pandemia. Desde aí foram 16 meses consecutivos com crescimento económico. Ao nível do emprego tivemos precisamente o reflexo deste retomar económico. O desemprego desceu 20 meses de modo consecutivo para o valor mais baixo dos últimos 13 anos e a população empregada ronda as 122 mil e 500 pessoas. Este é simplesmente o maior valor conhecido de população empregada da Região, desde que há registos! O mesmo podemos dizer quanto ao desempenho muito positivo do comparativo entre sociedades constituídas e dissolvidas na nossa Região”.

Mas 2022 volta a apresentar uma conjuntura muito adversa. “É também em 2022 que uma inflação, a que não estávamos acostumados, tem colocado entraves e fortes dificuldades às famílias, à atividade das empresas, por aumento do custo das matérias primas. Ao mesmo tempo, a Europa vê-se envolvida numa guerra. O meu Governo está bem ciente dos impactos que estão a ser sentidos pelas famílias, pelas empresas, pelos cidadãos mais fragilizados economicamente. Tal consciência fez com que estejamos a atuar, tomando diversas medidas com vista a mitigar impactos, apoias os cidadãos e atenuar efeitos nas cadeias de produção”.

O presidente enumerou as medidas sociais de apoio à população para atenuar o aumento dos preços e prometeu não baixar os braços. Reconheceu que “a incerteza é enorme e a ação governativa tem de ser muito cuidadosa, avaliando semana a semana a nova realidade e procurando respostas adequadas”.