“Confiança” contrapõe a Calado “12 meses de desilusão”

Em contraponto com a perspectiva de Pedro Calado, e no dia em que se assinala um ano de mandato do novo executivo à frente da CMF, a equipa da “Confiança”, no final da habitual reunião de câmara, definiu o balanço destes primeiros doze meses como uma “completa desilusão” face às expectativas criadas.

Miguel Gouveia falou no “rasto de promessas por cumprir, a destruição da coligação atirando o CDS ‘borda fora’, a destruição da ciclovia e toda a propaganda à sombra do trabalho desenvolvido pela equipa da Confiança” como o que fica deste último ano.

Como exemplos, citou as estradas nas zonas altas, que estão agora a ser concluídas, como o Caminho do Trapiche, o Caminho das Laginhas e a vereda da Cova em São João Latrão, e ainda as obras de Requalificação do antigo Matadouro, do CIGMA, da Confeitaria Felisberta ou do Mercado dos Labradores.

“Convém que este executivo comece a apresentar algum trabalho próprio em vez de dormir à sombra do trabalho da Confiança. Porque até agora, numa palavra, podemos dizer que tem sido uma desilusão” aponta o vereador Miguel Silva Gouveia, avisando que “a população está cada vez mais atenta e reivindicativa, para as expectativas de foram criadas e que estão goradas”.

Nos assuntos da Ordem de Trabalhos, a Confiança absteve-se na proposta de exclusão de uma empresa do concurso de Gestão dos Equipamentos Elevatórios e do Sistema de Tratamento e Destino Final das Águas Residuais do Concelho do Funchal, e votou favoravelmente à atribuição de benefícios fiscais à reabilitação urbana de um imóvel no centro da cidade.

A equipa da Confiança, hoje composta pela Claúdia Dias Ferreira, Vítor Jesus, Álvaro Noite e Sancha Campanella, continua a trazer assuntos de interesse municipal ao Período Antes da Ordem do Dia (PAOD), nomeadamente:

  • O alerta para os riscos que representam para a circulação de pessoas na via pública, um muro instável no Caminho das Tílias e uma árvore de grande porte na Estrada Monumental.
  • O ponto da situação da promessa eleitoral de construção de um pavilhão multiusos no Funchal para a prática desportiva, sem que a localização seja conhecida.
  • Os motivos que levaram à mudança de atitude sobre o projecto do LIDL no quarteirão do Largo Severiano Ferraz e à intenção de suspender o PDM na zona dos Barreiros para a implantação de uma grande superfície comercial.
  • Reclamações dos moradores sobre os acabamentos das obras no alargamento do Caminho do Trapiche que não asseguram o bom escoamento de águas pluviais.
  • O estado do Orçamento Participativo Jovem, que aparentemente caiu no esquecimento.