Associação Sem Limites questiona ponte premiada de Paulo David

 

A ponte na altura da sua construção (foto Rui Marote)

A Associação Portuguesa das Pessoas com Necessidades Especiais – IPSS – Associação Sem Limites veio questionar as entidades competentes sobre o facto de a Ponte Pedonal sobre a Ribeira de Santa Luzia, e o seu autor Paulo David, terem recebido no inicio do mês de Outubro o Prémio de Arquitectura da Madeira e Porto Santo, promovida pela Secção Regional da Ordem dos Arquitectos,
com o patrocínio da Secretaria de Turismo e Cultura.

“Questionamos quais os critérios para este prémio, uma vez que do nosso ponto de vista, falha no ponto mais importante, a acessibilidade. Esta ponte não pode ser utilizada por pessoas com mobilidade reduzida, e pessoas com carrinhos de bebé”, afirma a Associação.

“Na altura da sua construção, enviámos um oficio, datado de 11-12-2020, dirigido ao secretário regional de Equipamentos e Infraestruturas, manifestando o nosso alerta para a falta de acessibilidade. Nessa época poderia ter sido reformulada, ou ajustada para que fosse incluída a acessibilidade. Contudo, a mesma continuou a ser construída, e a resposta que nos foi dada na altura, foi inconclusiva verificando-se na prática que a intenção seria manter da mesma forma o projecto digno de prémio, mas sem acessibilidade”, refere-se.

“Recentemente vieram a público comentários, manifestando que a Associação não fez nada, contudo fizemos a nossa parte, demos o alerta e atempadamente. As entidades competentes é que mantiveram a situação, ignorando a acessibilidade que é obrigatória aquando das novas construções. Não temos nada contra ninguém, simplesmente procuramos defender os interesses de todos”, diz o presidente da Direcção da Associação, Filipe Rebelo.