Coro de Câmara da Madeira associa-se a efeméride da Companhia de Caçadores 2759

O Coro de Câmara da Madeira anunciou que irá, orgulhosamente, participar em várias actividades relativas às comemorações dos 50 anos do regresso da Companhia de Caçadores 2759 a Portugal

Fundado em 1971, o Coro de Câmara da Madeira é um dos coros mais antigos em actividade na Região. Em Julho de 1991, por resolução do Governo Regional da Madeira, foi declarado Instituição de Utilidade Pública.

Constituído por cerca de 4 dezenas de coralistas distribuídos por quatro naipes – sopranos, contraltos, tenores e baixos –, e para além de actuar em cerimónias oficiais, teatros, igrejas e praças públicas, o CCM desenvolve uma acção de ensino musical e coral para músicos e pessoas sem formação musical.

É dirigido pela maestrina Zélia Gomes e acompanhado ao piano pela professora Leonilde Ramos.

Quanto à Companhia de Caçadores 2759, foi constituída no dia 2 de Maio de 1970, estando o antigo Batalhão Independente de Infantaria 19 na sua génese.

Cerca de 100 homens, na sua maioria soldados madeirenses provenientes de quase todos os concelhos da ilha, com a especialidade de atiradores, embarcaram a 16 de Maio com destino a Setúbal (quartel de Brancanes), no navio Funchal.

A 22 de Julho, a C.ª Caç. 2759, adoptando a alcunha Kurikas (palavra nativa que significa Leões) e o lema “Res Non Verba” (acções e não palavras), embarcou no Niassa com destino a Moçambique, onde chegou a 12 de Agosto. EmLourenço Marques, como se designava na altura, foi embarcado o material de combate, tendo prosseguido imediatamente para a Beira, onde desembarcaram.

A C.ª Caç. 2759 começou por actuar em localidades do distrito do Niassa e depois em Tete. Nesses locais, e durante 24 meses, os homens da C.ª Caç. 2759 viveram sempre no mato, usando tendas e dormindo em colchões pneumáticos. Além das difíceis condições de acampamento, os géneros alimentícios eram escassos, sendo a falta de água, naquela região de clima desértico, o principal problema, narra o comunicado do Coro de Câmara da Madeira.

No 24.º mês da comissão, a Companhia deslocou-se para sul, para Namaacha, onde permaneceu mais 4 meses.

A 22 de Novembro de 1972, a C.ª Caç. 2759 regressou a Portugal, exatamente 28 meses após a partida, tendo, nesse período, sofrido onze lamentáveis baixas (sete madeirenses e quatro continentais), para além de vários feridos graves, anteriormente evacuados para o continente português.

É para comemorar os 50 anos do regresso a Portugal, que os “Kurikas” se reúnem, declaraamente, na Madeira em 4 e 10 de Outubro, com a realização de várias actividades.

O programa é o seguinte:

Dia 4 de Outubro

18h00 – Apresentação de cumprimentos à vice-presidente da Câmara Municipal do Funchal, Cristina Pedra, em substituição do presidente, pela delegação dos Antigos Combatentes continentais e fadeirenses e seus familiares, seguindo-se de um Madeira de Honra, oferecido pela CMF.

21h00 – Concerto pela Banda do Exército do RG3, no auditório do Jardim Municipal.

Dia 5 de Outubro

Dia de convívio e diversão.

Dia 6 de Outubro

16h00 – lançamento do livro ” CENTO E SESSENTA MENOS ONZE”, da autoria do antigo furriel miliciano José Gouveia.

21h00 – Concerto pelo Coro de Câmara da Madeira na igreja do Colégio

Dia 7 de Outubro

10h00 – Homenagem aos mortos em combate junto ao monumento no RG3.
Descerramento de uma placa no átrio do Comando do RG3, alusiva aos 50 anos do regresso da C.ª Caç. 2759.

Desfile das tropas para fim de semana.

Almoço nas instalações do quartel.

21h00 – Procissão com a imagem de Nossa Senhora de Fátima, pertença dos soldados da C.CAÇ.2759, com o itinerário que a Companhia percorreu no dia 16 de Maio de 1970, para embarcar para o continente.

Concentração junto à antiga Porta de Armas do antigo BII19, na rua do Castanheiro.

Dia 8 de Outubro

O grande dia da família KURIKA

11h00 – Missa solene na Sé do Funchal, com a participação muito especial do Coro de Câmara da Madeira.

13h30 – Almoço convívio no Casino da Madeira.

17h00 – Partilha do bolo dos 50 anos do regresso, seguido dos parabéns à Companhia, encerrando com o hino da “DOIS SETE CINCO NOVE”

Dia 9 de Outubro

Viagem turística a Eira do Serrado, Curral das Freiras, Madalena do Mar.

Almoço na Ponta do Sol. Visita à vila.

Entrega de lembranças aos antigos combatentes pela C. M. da Ponta do Sol.

Regresso ao hotel e fim do convívio

Dia 10 de Outubro

Regresso ao continente dos grupos que se deslocaram desde Lisboa e Porto.