JPP critica Pedro Ramos e a situação da Saúde na RAM

O JPP voltou a debruçar-se sobre o tema da Saúde na Região. Paulo Alves, porta-voz da iniciativa, relembrou o aumento de “86% nas listas de espera do SESARAM, desde que Miguel Albuquerque tomou posse, em 2015”, uma situação “inadmissível para uma Região com pouco mais de 250 mil habitantes”.

Para este partido, o secretário com a pasta da Saúde, nos últimos dias, “está mais preocupado em criticar o Serviço Nacional de Saúde (SNS) do que falar e tentar resolver os problemas que afectam o Serviço Regional de Saúde (SRS)”, disse o deputado Paulo Alves.

Alves instou Pedro Ramos a focar-se na Região: “Sabemos de pessoas que estão em lista de espera há 7, 8, 9 anos para uma cirurgia às cataratas; pessoas que aguardam há 3, 4, 5 anos por uma ressonância magnética”.

Noutros casos, disse, “existem adiamentos de cirurgias, como tem acontecido na ortopedia, de uma forma constante, e sem qualquer explicação, principalmente em pessoas idosas”, além de “tantos outros adiamentos na realização de exames de diagnóstico devido a avarias constantes dos equipamentos”.

O deputado lembrou que várias situações já vieram a público, “mas o Secretário não fala do assunto, não esclarece os utentes e os familiares. É mais fácil criticar a casa alheia ao invés de governar na sua”, criticou.

Para o JPP a situação torna-se ainda mais grave quando “já são os próprios médicos de família que encaminham para o privado pois o público não dá resposta. E quem não pode pagar, como fica? Pensionistas de baixos rendimentos, com saúde mais vulnerável, como podem ter melhor qualidade de vida se têm de pagar aos milhares para ter o seu problema resolvido? Não nos podemos esquecer que estas pessoas trabalharam uma vida e descontaram para ter estes direitos”, reforçou o deputado.

“Além de inadmissível, toda esta situação está a tornar-se caricata”, insistiu, “pois há pessoas que já tinham cirurgia marcada, já tinham realizado o teste à Covid e foram depois contactadas com a informação do adiamento da cirurgia por tempo indeterminado. Isto é brincar com a Saúde das pessoas”, considerou.