Chuva de estrelas no céu da Madeira, na noite de 12 de agosto

Observação de estrelas com poluição luminosa, no Pico do Areeiro. Foto: Rúben Jesus

Na noite de 12 de agosto, um pouco por toda a ilha da Madeira, desde que em zonas com pouca poluição luminosa, será possível observar uma chuva de estrelas – um incrível fenómeno astronómico. Para os mais curiosos, a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), em colaboração com o Instituto de Astrofísica das Ilhas Canárias (IAC) e a Associação de Astronomia da Madeira, dinamizará uma atividade na Casa do Areeiro (Funchal), aberta à população.

Para quem não puder se deslocar ao Pico do Areeiro, será possível assistir em formato online no canal sky-live.tv. Neste canal online, a chuva das Perseidas será transmitida desde a Madeira e também desde o Observatório del Roque de los Muchachos em La Palma, nas Ilhas Canárias, numa sessão recheada de intervenções sobre astronomia e biodiversidade.

Tanto a sessão de observação na Madeira como a transmissão online em direto se inserem numa expedição científica do Instituto de Astrofísica de Canárias que decorre entre 9 e 16 de agosto. Cerca de 20 estudantes e investigadores deslocam-se à ilha da Madeira e Desertas numa sinergia entre os projetos INTERREG Energy Efficiency Laboratories – EELabs e LIFE Natura@night, que decorrem nas ilhas da Macaronésia. O objetivo da expedição é a instalação de fotómetros (pequenos aparelhos que medem a poluição luminosa) e de uma estação MiniO que ficará localizada no Pico do Areeiro. Estes equipamentos vão mapear a poluição luminosa e medir o impacto da luz artificial noturna sobre as aves marinhas, insetos e morcegos.

“A poluição luminosa é um problema global e que afeta não só a biodiversidade com hábitos noturnos, incluindo o ser humano, como também a atividade astronómica. As zonas urbanas sofrem mais com este problema, de tal modo que do centro das nossas cidades é quase impossível observar estrelas”, afirma Cátia Gouveia, coordenadora da SPEA Madeira e do projeto LIFE Natura@night.