Nova morte no Rali recorda tragédia com Adruzilo Lopes em 1998

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“É com imensa  consternação e tristeza que o SESARAM lamenta o falecimento da criança vítima do trágico acidente ocorrido esta tarde na zona da Encumeada”, refere uma nota.  “Neste momento de dor prestamos a nossa solidariedade e sentimentos aos seus familiares e amigos”, refere aquele serviço. Não é a primeira vez que o Rali regista acidentes mortais. Em 1998, o carro de Adruzilo Lopes despistou-se causando dois mortos e dois feridos. 16 anos depois do acidente, a seguradora Fidelidade seria condenada a pagar 300 mil euros em indemnizações às famílias das vítimas, o que ainda motivou recurso da seguradora e dos familiares das vítimas.
O rali Vinho da Madeira provoca muitas emoções e traz para a estrada milhares de adeptos. A população madeirense gosta de ver os “bólides” mas nem sempre as melhores condições de segurança são respeitadas. Entretanto, não se poupam elogios à organização, mas alguns comentários dizendo que algo falhou são prontamente apagados dos media sociais do Governo. Porém, é certo: algo falhou. Num acontecimento desportivo tão impactante não devem morrer crianças.
Resta saber, da parte dos organizadores e participantes, o que haverá porventura para comemorar no final desta prova, em que se perdeu uma (ainda muito jovem) vida. E isto sem assacar culpas a quem quer que seja, dado que existem, de facto, imponderabilidades e se apelou, antes da prova automobilística, para a diversão em segurança.