Saúde na Madeira vítima de “política ignóbil”, acusa o PAN

A Comissão Pollítica Regional do PAN vem criticar, em comunicado, a gestão da Saúde na RAM, por causa da aparente incapacidade de, no Porto Santo, serem prestados cuidados suficientes e necessários, obrigando a frequentes evacuações para a Madeira. “Os porto-santenses e todos aqueles que visitam o Porto Santo, gostariam de ter a garantia de acesso a cuidados de saúde de qualidade em tempo clinicamente aceitável”, refere o PAN.

Nos primeiros meses deste ano, aponta o partido, a generalidade dos casos teve de ser evacuada para a Madeira, porque não existem condições técnicas e humanas para prestar tratamentos eficazes na ilha Dourada.

“E desde há muito tempo, desde os tempos do Dr. AJJ, desde a 1ª legislatura efectiva do Dr. Albuquerque (ninguém se esqueceu das promessas também do ferry, melhoria das condições de vida dos madeirenses, … ) que se promete novo e melhor centro de saúde”, assinala o PAN.

O “Pessoas, Animais, Natureza” prossegue referindo que, “aliás, na legislatura passada, o Dr. Albuquerque ficou com a “pasta” do Porto Santo exatamente porque prometeu que o Porto Santo não ficaria esquecido. Mais uma vez enganou-nos. Ficou completamente esquecido. Este PSD-M só conhece o Porto Santo nas férias e em altura de eleições. Mas não está só”.

O PAN refere que, “depois de anos em que a estratégia regional de saúde passou pelos cuidados de saúde de proximidade, a estratégia do actual Governo Regional parece que passa pela concentração de serviços no Funchal, assente numa ideia da construção de um novo hospital, de 350000000€, 700 camas e para servir uma população de 240 000 pessoas”.

Tal será “a panaceia que “supostamente” vai resolver todos os problemas de um serviço regional de saúde anquilosado, mal gerido, mal tratado e que nos trata mal,  que ao longo dos anos tem acumulado intermináveis listas de espera e manifestamente não é solução para servir os interesses reais de todos os madeirenses”.

Para o PAN, trata-se de “um hospital sobredimensionado para as necessidades reais da nossa ilha com apenas 240 000 habitantes, que não possui os recursos técnicos, sobretudo humanos (médicos, médicos especialistas, enfermeiros, … ) para o operacionalizar, exceto se como actualmente, se confundam os recursos públicos com os privados. Melhor dizendo: nunca se sabe se o médico ou o profissional de saúde, está a fazer serviço de saúde privada ou serviço de saúde pública”.

“O actual governo tem demonstrado uma enorme falta de capacidade de gestão e a saúde na Madeira não responde às necessidades das populações, dando por vezes dá a ideia de que quem gere a saúde na Madeira não a vê como um bem para todos, mas antes um negócio, como assistimos no caso da Medicina Nuclear, que obrigou um conhecido médico a abandonar a região”, diz ainda o PAN, referindo-se ao dr. Rafael Macedo.

“Os profissionais de saúde estão assoberbados de tarefas burocráticas A estratégia para reduzir listas de espera de cirurgias é lenta e o acesso a médico de especialidade e de família continua a ser uma miragem para milhares de habitantes da Madeira e do Porto Santo, o que condiciona tudo o resto, dos cuidados paliativos, às consultas de especialidade, aos exames urgentes que eternizam, ou às demências e outras patologias de foro mental”, aponta o PAN.

“Infelizmente hoje não existe uma política de Saúde pública na Madeira. Apenas política publica de amizades e compadrio. Apenas a política ignóbil e em prejuízo dos que não podem, em que uma mão lava a outra e ambas a cara. Uma política de saúde à Pilatos. Uma saúde onde os madeirenses são crucificados no altar dos interesses do regime instalado”, conclui o comunicado.