PAN-Madeira preocupado com incêndios e alterações climáticas

O PAN-Madeira diz acompanhar com preocupação a grande abundância de incêndios em Portugal, no resto da Europa, em África, na América do Sul, na Ásia e na América do Norte.

O Centro Comum de Investigação da Comissão Europeia disse recentemente que os efeitos das alterações climáticas são “cada vez mais evidentes”, alertando para a época de incêndios deste ano poder ser pior do que a do ano passado.

O PAN Madeira constata, portanto, que os efeitos das alterações climáticas são, cada vez mais evidentes, verificando-se uma tendência crescente de aumento dos riscos de incêndio, da época de incêndio e das consequências desses mesmos incêndios, relativamente aos quais os meios tradicionais de combate a incêndios pouco podem fazer.

Até 15 de Julho, já arderam em Portugal 38.591 hectares, sendo o maior número de área ardida — em termos homólogos — desde 2017. O número de ocorrências também é o maior dos últimos cinco anos.

O PAN constata que os incêndios já não afectam apenas os países do sul da Europa, mas constituem cada vez mais uma ameaça também para a Europa Central e do Norte.

O engenheiro Décio Alves afirmou na Convenção do PAN Madeira que “a situação em si mesma é problemática, em virtude de não estarmos a conseguir inverter o rumo das consequências das Alterações Climáticas”

O PAN Madeira considera que a incapacidade demonstrada pelos governantes em compreenderam as causas e as consequências das alterações climáticas estão a aproximar o Planeta dum ponto sem retorno, sendo incompreensível que se mantenha a aposta na construção/ impermeabilização dos solos, nas descargas de esgotos e demais poluentes nas ribeiras, mares e oceanos, que continuemos a usar combustíveis fosseis, a usar venenos na agricultura, que colocam em causa não só a vida das populações humanas, mas também e principalmente todas as restantes formas de vida.

O PAN Madeira considera fundamental em relação aos incêndios que o país e a região devem:

  1. apostar em campanhas de sensibilização;
  2. reforçar dos meios técnicos e humanos da proteção civil;
  3. proporcionar mais e melhor formação dos bombeiros;
  4. pagar uma remuneração mais justa dos bombeiros;
  5. reabilitar e recuperar as áreas ardidas;
  6. apostar numa maior fiscalização florestal;
  7. punir adequadamente os prevaricadores.