PS protesta contra «conivência» do GR com o regime ditatorial da Venezuela

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O Grupo Parlamentar do Partido Socialista (PS) informa que «deu entrada, na Assembleia Legislativa da Madeira, a um voto de protesto pelas declarações de governantes da Região aquando de visitas à Venezuela, por evidenciarem uma conivência com o regime ditatorial daquele país.»

Em nota de imprensa, a deputada Elisa Seixas critica «as posições inadmissíveis que têm sido tomadas pelos membros do Governo Regional que, nos últimos meses, têm efetuado deslocações àquele país da América Latina.»

Segundo a deputada, «em maio passado, no decorrer de uma visita à Venezuela, foi o diretor regional das Comunidades e Cooperação Externa que decidiu “caucionar o regime” ao afirmar publica e oficialmente que «na Venezuela não falta nada». Mais recentemente, há duas semanas, também numa visita ao país, o secretário regional da Economia declarou que na Madeira temos uma imagem desatualizada da Venezuela, afirmando mesmo que «hoje o desenvolvimento da Venezuela, o estado em que está este país, é diferente da imagem que se tem do país».

Face ao exposto, Elisa Seixas considera que «fica claro o empenho do Governo Regional em branquear um regime que continua a violar diariamente os Direitos Humanos, conforme foi denunciado pela Amnistia Internacional em março deste ano”. “É de lamentar que os representantes do Governo Regional que têm visitado a Venezuela no último ano optem por branquear o regime e nem se atrevam a falar sobre as dificuldades por que passa uma grande maioria dos e das madeirenses radicados naquele país”, vinca a parlamentar, justificando o voto de protesto ao posicionamento dos governantes regionais que, em solo venezuelano, “se tornam coniventes com um regime ditatorial que oprime o país e viola os mais básicos Direitos Humanos a que a Região está comprometida a defender”.»

De acordo com a deputada do PS, «o Governo Regional da Madeira tem, nos últimos meses, no âmbito das visitas que efetua àquele país, assumido “posições que se afiguram inadmissíveis”.»