Cláudia Monteiro de Aguiar vê aprovado relatório que aposta na aviação sustentável

Cláudia Monteiro de Aguiar. Foto: DR

Cláudia Monteiro de Aguiar, eurodeputada do Partido Social Democrata (PDS), viu, ontem, ser aprovado, na Comissão dos Transportes e Turismo do Parlamento Europeu, o relatório sobre os «Combustíveis sustentáveis para a aviação», do qual foi a relatora do Partido Popular Europeu (PPE).

O documento, que tem por objetivo aumentar a oferta e a procura de combustíveis sustentáveis para a aviação (SAF) na União Europeia (UE), através da definição de metas para o setor no uso de combustíveis verdes, incluindo os sintéticos, assume-se, segundo a eurodeputada, como «um passo importante na redução da pegada ambiental, também da aviação, em conformidade com os objetivos da UE em matéria de clima».

«À semelhança do que aconteceu com os outros documentos do pacote legislativo “fit for 55”, este exigiu igualmente um longo processo de negociação entre os diferentes grupos políticos, bem como entre as diferentes comissões parlamentares envolvidas. Felizmente, na Comissão dos Transportes, conseguimos firmar 19 compromissos entre as posições mais ambiciosas, e por vezes extremadas, e as mais realistas e equilibradas», esclareceu Cláudia Monteiro de Aguiar.

A própria definição de combustível sustentável para a aviação esteve na origem de muitas divisões entre os vários grupos políticos, sendo que, segundo a eurodeputada do PSD, «alguns grupos mais radicais pretendiam uma definição mais restrita do que poderia ser considerado sustentável e outros, como o PPE, defendiam uma definição mais ampla, que contemplasse os biocombustíveis, com exceção daqueles cuja produção implica uma reafectação de terrenos agrícolas ou uso intensivo dos solos como, por exemplo, o óleo de palma».

«Os aeroportos europeus terão a obrigatoriedade de fornecer combustíveis sustentáveis, com a exceção das Regiões Ultraperiféricas, que podem optar por fornecer SAF ou não. A ideia é que as Regiões Ultraperiféricas tenham tempo para se adaptar, mas sempre com a possibilidade de ter os seus aeroportos com oferta de combustível sustentável, até para não perderem competitividade face a outros aeroportos equipados para o efeito», sublinhou.

Com esta proposta legislativa pretende-se descarbonizar o sector aéreo – importante para se atingir o objetivo de zero emissões de CO2 em 2050 -, reforçar o investimento na produção de combustíveis sustentáveis que permita aumentar a escala e reduzir preços, enquanto se salvaguarda a concorrência no mercado interno, com todos os Estados-Membros em pé de igualdade.

Este relatório foi aprovado com 25 votos a favor, 6 contra e 3 abstenções. O voto em plenário está agendado para setembro.