A vida de Elisa Ponte: uma jovem lutadora, com uma doença rara e a precisar de apoios para os tratamentos

Foto DR.

Elisa Ponte tem 13 anos e frequenta o 8.º ano na Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco. Frequenta também o Conservatório e estuda percussão. É uma jovem talentosa, mas com um percurso de vida diferente, marcado pelas dificuldades e resiliência que o FN dá hoje a conhecer.

A mãe, Graciete Ponte, notou que a filha apresentava, desde bebé, muitas dificuldades a nível físico. Colocar-se de pé ou subir escadas eram tarefas complicadas para Elisa. O tempo passava e a situação não melhorava. Quando Elisa estava prestes a completar 10 anos, foi diagnosticada com Miopatia de Bethlem-tipo 1, uma distrofia muscular congénita que causa contracturas e fraqueza muscular progressiva.

Segundo reportou a mãe da jovem ao FN, os médicos dizem que, para melhorar a situação, Elisa precisa de muitas sessões de fisioterapia. Neste momento, está também a realizar sessões de hidroterapia. Ao que tudo indica, será o único caso conhecido desta doença na Região Autónoma da Madeira.

“Uma lutadora”

A jovem apresenta muitas dificuldades para realizar as suas tarefas e necessita da ajuda dos pais, professores, funcionários da escola e colegas de turma. As limitações de Elisa são muitas: não consegue transportar a mochila, tem dificuldade com os degraus, cansa-se facilmente a fazer pequenas caminhadas, não consegue apanhar objetos do chão, não consegue levantar-se e, se eventualmente, cair tem dificuldades acrescidas, entre outros desafios que enfrenta diariamente.

Graciete Ponte, mãe de Elisa, expõe a situação com o intuito de realçar o esforço da filha perante as adversidades, “É uma lutadora que se esforça muito para superar as dificuldades”.

Em termos de aproveitamento escolar, Elisa é uma aluna excecional. Gosta de jogar no telemóvel e tablet, ver e editar vídeos, ouvir música e desenhar.

Na conversa mantida com o FN, sobressai a necessidade de a Elisa beneficiar de apoios no sentido de enfrentar a sua doença e suportar os custos a ela associados. A mãe admite que faz o que pode, mas também afirma que “os apoios são bem-vindos”. Na verdade, as sessões de fisioterapia e outras têm encargos financeiros e toda a ajuda pública, mormente de entidades públicas e privadas é certamente uma mais-valia neste processo de luta de Elisa.

“As artes da Elisa”

Nesta terça feira, pelas 16 horas, será apresentado o livro “As Artes da Elisa”. A vida desta jovem inspirou uma docente da Escola Gonçalves Zarco, Laíz Vieira, que decidiu escrever um livro, a ser hoje divulgado.