À conversa com Fátima Marques, Hélder Martins lança “Grilhetas da Apatia” na Feira do Livro

Hélder Martins lançou hoje, na Feira do Livro, a sua obra Grilhetas da Apatia, da Chiado Editora. Fátima Marques conduziu uma conversa com o escritor, no palco da Feira do Livro, para dar a conhecer ao leitor as motivações do seu autor e as mais-valias desta obra no panorama literário português.

Nascido a 10 de Março de 1986, na cidade do Barreiro, distrito de Setúbal, Hélder Martins, aí residente, mostra-se como apreciador do fantástico, vertente à qual dedicou a sua leitura durante toda a adolescência e encontrando aí a sua própria identidade.  Com formação em gestão, divide o seu dia entre o trabalho e a paixão por um hobbie, tendo vindo a construir a sua própria saga, ao transformar uma ideia antiga numa aventura real com o lançamento da obra O Templo de Borkudan.

Com humor e com o gosto com que Fátima Marques gosta de aprofundar as leituras, Hélder Martins seguiu o fio da conversa com a docente e leitora apaixonada, partilhando com o público o parto de uma obra e as teias narrativas que a entrelaçam.

Tomado por uma inércia do que são os inconvenientes da sua jornada, Helzar vê numa confortável estalagem, uma oportunidade para recomeçar num novo trilho. Dividido por entre a ânsia de poder, a preguiça do conforto e a vaga ideia do dever, uma nova personagem intervém; assertiva por aquilo que é certo fazer.

Distantes, depois de raptados pelo par de magos dos fiordes, Drinus, Gran, Breanla e Lerósu da alabarda encontram em Prebaulli as festividades que anteveem uma união proibida; elevando nela a verdadeira voz de Mariácc.

Pela primeira vez, os mares preparam-se para serem cruzados, para mais do que é a linha de peixe para comer, e Jllanu de Duvrós põe na maré aquilo que os seus desejos realmente procuram. Desejos que desafiam a noção de paz do rei-pássaro, surdo este dos chiares que o procuram alertar; vidrado apenas pela necessidade de um corretivo há muito negligenciado, ao mesmo tempo que o seu colibri lhe marca a dianteira, rumo para o perigo de queda de um outro poleiro.

Centrados apenas nas suas pessoais preocupações, cada desígnio em nada acautela aos tremores recalcados que no fulgor dos confins de Tellargya. Mas quando a terra ameaça estalar, e a união do nosso grupo de aventureiros se mostra apática, será que é pelo vazio dessas mesmas brechas que o verdadeiro abalo mais é sentido?

«Uma épica batalha em que se cruza o desejo de fazer o que é certo e o que é certo fazer.» – Nunca antes melhor mote faria tão mais sentido.

 


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