Comando Operacional da Madeira já formou mais de 50 operadores de drones

O Núcleo de Iniciação à Operação e Experimentação de Sistemas Aéreos Não-Tripulados do Comando Operacional da Madeira (COM) desde a sua criação, formou mais de 50 operadores de drones, oriundos da Direcção Regional do Ordenamento do Território, do Instituto das Florestas e Conservação da Natureza, do SANAS, do Comando de Zona Marítima da Madeira da Autoridade Marítima Nacional, do Serviço Regional de Protecção Civil e Polícia de Segurança Pública, refere uma informação do COM.

Após a primeira acção de formação realizada em 2021, já foram realizadas nove edições de Iniciação à operação em mini drones, onde participaram 47 homens e 4 mulheres, que tiveram o primeiro contacto com sistemas “Mavic2” e “Matrice 300 RTK”, equipados com múltiplos e diversificados sensores.

Adicionalmente, destaca-se o emprego operacional destes meios em missões reais de utilidade pública, um pouco por todo o país, como foi o caso do reforço ao dispositivo de vigilância contra fogos florestais no Alentejo e no Algarve, em Agosto do ano passado, e a busca de uma pessoa desaparecida na ilha do Pico, nos Açores, salienta o COM.

No arquipélago da Madeira, foram empregues em duas patrulhas nocturnas de detecção de fogos florestais no âmbito do Plano Operacional de Combate a Incêndios Florestais, em 2021 e, recentemente, em São Jorge, numa busca em escarpa.

Os operadores do núcleo têm colaborado em iniciativas relacionadas com a recolha de imagens digitais no âmbito levantamentos topográficos e cálculo da intensidade das correntes marítimas, contributo fundamental de apoio à investigação, inovação e desenvolvimento pelas organizações regionais dedicadas a esta temática, acrescenta-se.

“Os mini drones do Comando Operacional da Madeira, pelas suas características técnicas e versatilidade tecnológica, por exemplo, elevada agilidade e velocidade de operação e dimensões reduzidas, são particularmente úteis na realização de operações de monitorização, inspecção, vigilância e reconhecimento, em espaços exteriores onde as autonomias e distâncias a percorrer não se constituam como factor determinante.