Iniciativa Liberal criticou a linha de crédito Investe RAM Covid-19

A Comissão Coordenadora do partido “Iniciativa Liberal” emitiu um comunicado esta segunda-feira, criticando a Linha de Crédito Investe RAM Covid-19, anunciada pelo secretário da Economia e pelo IDE “como a “última coca-cola do deserto”.

“Pretendia ajudar, e muito bem, as empresas madeirenses que necessitassem de apoio, por estarem a ser afectadas pela situação de pandemia em que vivíamos. No limite, e preenchidos certos pressupostos, a linha de crédito poderia ser transformada em fundo perdido”, refere a IL no comunicado.

Porém, “como sempre, em coisas onde o Estado esteja envolvido, o poço de burocracia abriu a goela, dificultando, ainda mais, a vida a quem já a tinha quase destroçada. O papel, a declaração, o papelinho, o prazo, a hora, o dia, a assinatura, a justificação, o relatório, o balanço e o balancete, a ficha, o “diabo a quatro”. Tudo serve para criar dificuldade. Com isto foram-se abrindo fases atrás de fases. A cereja no topo do bolo foi a banca pedir aos empresários garantias pessoais, demonstrando assim a confiança que o Governo Regional merece das instituições bancárias da nossa praça”, referem os liberais.

“Chegou a altura do “fundo perdido”. E voltou o fadário da papelada, da burocracia, da dificuldade. E os empréstimos começam a vencer e muitas empresas começam a pagar o que não deviam, por cumprirem com o acordado com o Governo, que mais uma vez, se revela não ser “pessoa” de bem”, prosseguem as críticas.

Segundo a IL, “a banca acusa o Governo Regional de não lhes fazer chegar o dinheiro, e o Governo acusa a banca de ter o dinheiro, mas que precisa do papel e do papelinho e da requisição e do processo e…  E, como diz o povo, “quem se lixa é o mexilhão”, ou seja, as empresas. A paciência tem limites”, insurge-se a Iniciativa Liberal.

“Terminamos voltando a pedir ao Governo Regional, à Secretaria da Economia e ao IDE, que revelem a lista com os nomes das empresas apoiadas com dinheiro dos contribuintes que, como accionistas do Estado, têm todo o direito de saber por onde anda o dinheiro que pagam pelos seus impostos”.