Estepilha: Ministro da Defesa que não chegou a ordenança

Rui Marote
Estepilha: tudo o que tínhamos previsto aconteceu, e não somos profetas. Sonhar é fácil. Era o título de um filme português datado de 1951, com António Silva. Assim foi Chicão: sonhava ser Ministro da Defesa de um governo de Rui Rio.
Não chegou a ordenança, um soldado às ordens dos oficiais superiores que fazia a cama, lavava a roupa, resumindo, era um “criado” para todo o serviço e por vezes analfabeto.
O CDS passou à penumbra. Um dos fundadores da democracia, o partido teve altos e baixos desde a Assembleia Constituinte e Assembleias da República, sempre com representação parlamentar.
Agora, o último que apague a luz!
Na Madeira, o CDS está agarrado “à rocha como uma lapa”. Ninguém sabe quantos votos vale o CDS cá.  Até quando o “El Comandante” fura a  “bóia” que mantém “Barretão” a flutuar, enquanto emergem novas bóias, o IL e Chega? Os dois líderes mantém os mesmos chavões, a Madeira primeiro, e vão-se repetindo.
O El Comandante prometeu levar no próximo congresso a aprovação da coligação em próximos actos eleitorais. Até lá, continuam os militantes desertores centristas a engrossar as fileiras do CHEGA.
Rui Barreto é um homem só, ladeado pelos Irmãos “Pimentinhas” da casa São João de Deus- Trapiche. Três deputados na actual Assembleia Regional são insuficientes para alimentar a máquina do partido.
Lisboa fechou, a comissão liquidatária está à porta e a insolvência tem os dias contados…
Há quem pense que o edifício do Largo do Caldas é património do CDS. Enganam-se: o legítimo dono é o Patriarcado de Lisboa.
Na Madeira todos os partidos tem sede própria. O CDS continua a viver de aluguer num prédio em ruínas, e de umas esmolinhas de empresários da nossa praça. No tempo das vacas gordas substituíram-se à Caritas e ao Banco alimentar da Fome, distribuindo cabazes e árvores de Natal  em troca de votos.
Hoje já não tem uma avalista (empregada doméstica) para ir a banca. Estamos no tempo das vacas magras. É a história do João Ratão que queria casar com a carochinha e acabou no caldeirão.
“In pace morietur et dominus vobiscum”. Morre em Paz e o Senhor te acompanhe. Amén!!!

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