Padre Fernando Gonçalves alerta: “Temos errado no combate à pandemia, os poderes precisam quebrar o orgulho, dobrar os joelhos e pedir a cura a Deus”

O padre Fernando Gonçalves apela às famílias que tenham o hábito de abençoar os seus filhos e cônjuges, como Cristo ensina, acabando com uma “cultura” de maldição e criticismo que só favorece as ruturas. Fotos FN

O sacerdote Fernando Gonçalves vem à Madeira, há 16 anos, evangelizar na Casa de Oração Vida Nova, em São Roque, Funchal, onde mantém um contacto regular com muitos madeirenses. Esta Casa de Oração tem como orientador espiritual da Diocese do Funchal o cónego Dias.

Novamente nesta Região e  sempre com a missão de evangelizar, pronunciou-se sobre esta pandemia e os seus efeitos devastadores em todo o mundo. De forma frontal e sem qualquer receio dos críticos, este sacerdote considera que o mundo tem tentado combater a pandemia “de forma totalmente errada”. Na sua perspetiva, ”a solução não está na vacina, no isolamento, nas máscaras, que, sim, ajudam ou previnem alguma coisa mas que já demonstraram que não resolvem a raiz do problema”.

Em linha com as reflexões divulgadas recentemente pelo Papa Francisco, o padre Fernando Gonçalves, defende, com convicção, que a pandemia só se resolverá “quando os poderes quebrarem o orgulho, dobrarem os joelhos e pedirem a Deus a cura, que ilumine a ciência a combater este vírus. Caso contrário, se os governantes não procurarem primeiro a Benção de Deus, vão andando de remendo em remendo mas não cortam o mal pela raiz. Eles procuram a solução no mundo, nas coisas do mundo, quando o primeiro passo é virar-se para Deus que é o criador e se Deus permite o que estamos a viver é para conversão de muita gente que se considera Deus. Logo, a ciência pode ajudar, mas temos de pedir primeiro a quem tudo pode, Jesus”.

O sacerdote criticou a cultura de cancelamento e fechamento das instituições, em nome do isolamento, que jogou, no Brasil, para a rua milhares de pessoas que foram à falência. Também discordou forma selvagem como, no Brasil, enterraram pessoas como animais, sem os sacramentos. E não resolveram a pandemia. Por isso, apelou: “Vamos todos parar para pensar um pouco e virar os nossos olhos para Deus, pedindo que ilumine a nossa ciência, os nossos governantes. Lembrem-se que, o rei Salomão podia ter pedido tudo a Deus, mas pediu apenas o dom da sabedoria para conduzir o povo de Deus. A Palavra de Deus não é uma metáfora. É vida. É bênção. Será que os nossos governantes perdem um minuto a pedir sabedoria divina para combater esta pandemia? Por que fechar as igrejas? Noutras pandemias, os sinos tocavam ainda mais forte e a oração intensificava-se. Hoje, é ao contrário. Fecha-se tudo e depois? Acabou a pandemia? Não, os números continuam a crescer e vamos de vacina em vacina…””

Recorde-se que, a 10 de janeiro do corrente ano, numa audiência com o corpo diplomático, o Papa Francisco defendeu  um “compromisso múltiplo” para enfrentar a pandemia. “As vacinas não são instrumentos mágicos de cura, mas representam certamente, junto aos tratamentos que estão sendo desenvolvidos, a solução mais razoável para a prevenção da doença”, explicou. O Papa também condenou a propagação de mentiras e convidou todos a imporem “uma cura da realidade” diante da pandemia de coronavírus.

O padre Fernando Gonçalves é o fundador da Comunidade Católica Restauração, no Brasil, Joinville/Santa Catarina, onde muitos leigos, em articulação com a Igreja, entregam a sua vida à cura de famílias destruídas pelos vícios e tantos outros problemas bem conhecidos da atualidade.

Ao longo desta semana, o sacerdote tem refletido sobre alguns temas na Madeira, como a cura interior, a cura das famílias, a cura de maldições e a importância da renovação da Bênção de Deus. Na sua opinião, “só seguindo o caminho da bênção é que podemos ser curados. Infelizmente, o mundo abandonou a bênção de Deus  para abraçar o mundanismo, adorar outros deuses e está hoje doente. Lamentavelmente, as nossas autoridades, muitos batizados e crismados pela Igreja, já não têm mais respeito em relação às coisas de Deus, tudo ignoram porque o deus do dinheiro ou dos interesses do mundo cegam as pessoas. Por isso, as famílias ficam doentes, o mundo está doente e procura-se soluções mágicas para combater uma pandemia”. O sacerdote convida ainda os poderes a lerem a Bíblia, o livro do Êxodo, e a refletirem no comportamento do faraó do Egipto até à sua conversão, após muitos e muitos sofrimentos.