JPP denuncia candidatos do tipo “engana-cristos”

O JPP dá conta de que decorreu hoje o debate das legislativas, proposto pelo partido a todas as forças políticas candidatas pelo círculo da Madeira, às eleições do próximo dia 30 de Janeiro.

Dos vários temas discutidos e que foram consensuais, Élvio Sousa reforça que “o custo de vida para os madeirenses e porto-santenses constitui uma prioridade para o programa eleitoral do JPP”.

Não obstante as situações que dizem respeito ao regime fiscal próprio ou à lei das Finanças Regionais, que resulta da aprovação do PSD/CDS em 2013, a prioridade programática do JPP vai essencialmente para o custo de vida, aponta.

“40 anos de presença de deputados, pelo círculo da Madeira em São Bento, com deputados eleitos pelos partidos tradicionais, continuam os madeirenses com o custo de vida acrescido. Os produtos são mais caros que no Continente; os custos elevados do transporte de mercadorias (onde recentemente um responsável dos portos açorianos revelou que o frete é 18% mais caro para a Madeira do que para os Açores); os custos com serviços básicos tais como a luz e o gás são mais caros que o Continente; os combustíveis mais caros, resultante da sobretaxa de 15% sobre o ISP”.

No entender do candidato, “esta situação tem de ser, necessariamente, invertida. Os problemas dos transportes continuam, apesar da liberalização dos transportes ter falhado ao nível da protecção das economias de pequena escala e das ultraperiferias”.

“Hoje, constatamos, que o ferry, por exemplo, que constitui uma plataforma de concorrência directa nos preços dos produtos, não consta nem no programa nacional nem do PSD nem do PS. Atenção: quando temos, de facto, estes candidatos pelo círculo da Madeira a defenderem ser o ferry uma responsabilidade directa da República, e depois no programa nacional de Rui Rio e de António Costa ele não constar, estamos a falar de candidatos do tipo “engana-cristos”, sem capacidade de influência das direcções nacionais. Se é para isto que desejamos deputados pelo círculo da Madeira, não obrigado”, concluiu.