Santa Cruz aprova com os votos do JPP protesto contra “ataque aos apoios às famílias”

A Câmara Municipal de Santa Cruz aprovou, hoje, em reunião de Câmara, um voto de protesto contra a “inspecção persecutória aos apoios sociais dados às famílias” e contra “as coincidências estranhas em política”.

O voto foi aprovado apenas pela maioria JPP. O edil Filipe Sousa disse que não é um voto contra a  realização de auditorias, pois diz nada temer, mas por ser a primeira vez que a mesma ocorre no Município e “por ser um ataque ao apoio que é disponibilizado às famílias que precisam”.

O autarca disse que em política as coincidências são estranhas, lembrando que recebeu a informação da auditoria no mesmo dia em que o presidente do Governo Regional classificou os apoios sociais da  autarquia como sendo subsidiodependência.

Filipe Sousa insiste em que nada teme, e garantiu também que todos os apoios estão devidamente regulamentados e orçamentados.

“Eu próprio vou entregar pessoalmente toda a documentação, mas lamento a partidarização de um organismo importante, que desta  forma funciona sobre pressão política e exerce uma acção tendo um alvo a abater”.

Algo que diz ser estranho, até porque houve tantas ocasiões em que o mesmo organismo devia ter feito sentir a sua intervenção, mas tal nunca aconteceu. Na sua perspectiva, a inspecção de Finanças deveria ter actuado quando a  Câmara de Santa Cruz fez quase 20 milhões de euros de despesa não cabimentada e sem qualquer procedimento ou contrato, ou quando a Região atingiu seis mil milhões de euros de dívida,  ou mesmo agora quando existe uma zona comercial do aeroporto que não tem artigo matricial, e qual não podem, por  isso, ser cobrados os respectivos impostos, como o IMI.

A coligação Cumprir Santa Cruz, entretanto, votou contra o voto de protesto, tendo Brício Araújo explicado que uma entidade pública não pode protestar contra auditorias. No entanto, Filipe Sousa justificou que o protesto não é contra a auditoria, mas contra estranhas coincidências e inspecções com alvos políticos. E afirmou que este tipo de perseguição não é inédito, pois já no início do primeiro mandato, em 2013, houve pressão sobre o tecido empresarial para penhorar Santa Cruz, o que quase ponha em causa o pagamento de ordenados.

Na reunião de Câmara foi também aprovado, desta feita por unanimidade, um voto de pesar, apresentado pela Coligação Cumprir Santa Cruz,  pela morte de Manuel das Neves Vieira, ilustre gaulês, professor e um dos fundadores da Casa do Povo de Gaula.


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