Carlos Pereira diz que novo hospital da RAM deve-se ao PS e ao governo central

A candidatura do PS-M à Assembleia da República realizou  hoje uma visita à zona onde decorrem as obras de construção do novo hospital da Madeira. E ali o cabeça de lista pela Madeira às legislativas nacionais, Carlos Pereira, considerou que foi graças ao PS e ao governo socialista de António Costa que foi possível assegurar o co-financiamento de 50% dos custos da nova infraestrutura hospitalar. Para Carlos Pereira, o PSD é o responsável pelo atraso no arranque da obra.

O novo hospital, declarou, era uma aspiração que a RAM tinha há muitos anos. Mas o PSD não considerou que fosse necessário, mesmo observando as más condições em que se encontrava o hospital actualmente em funcionamento, afirmou.

Depois de um grande esforço de mobilização da sociedade madeirense, das instituições ligadas à saúde e dos partidos da oposição, “foi possível colocar em cima da mesa a ideia de fazer um novo hospital como um aspecto central para uma mudança do Serviço Regional de Saúde”, tendo o PS, desde a primeira hora, assumido o compromisso de fazer tudo o que estivesse ao seu alcance para garantir um cofinanciamento da República a essa infraestrutura. “Nunca ouvi, em nenhuma circunstância, o PSD dizer que faria esse esforço no plano nacional junto da Assembleia da República ou junto do seu Governo (entre 2012 e 2015)”, sublinhou.

Carlos Pereira recordou que no primeiro Orçamento do Governo do PS, em 2016, foi colocado um artigo escrito por si próprio e aprovado pelo primeiro-ministro, António Costa, que garantia o cofinanciamento de 50% do novo hospital, sendo que, desde então, os meios financeiros têm estado sempre inscritos em todos os Orçamentos do Estado.

Acontece que, tal como deu conta, em 2016, 2017 e 2018, o orçamento regional não contemplava nenhuma verba para este fim. “Em boa verdade, até faltou dinheiro para as expropriações. Eu disse que estes atrasos iriam levar a que a obra do novo hospital, que devia ter começado em 2017, só começassem em 2020 e foi isso que aconteceu. O PSD travou a construção dessa obra porque não fez a sua parte nessa matéria”, afirmou.

“Nunca aconteceu haver um cofinanciamento desta dimensão e este é o primeiro Projecto de Interesse Comum que está aprovado e em funcionamento, estando a Madeira já a receber dinheiro”, sublinhou.

O Estado vai co-financiar “uma obra que o PSD nada fez para que fosse co-financiada”, acusou, dizendo que “todos aqueles que continuarem a deitar pedra em cima desta grande conquista para os madeirenses estão a prestar um mau serviço à Madeira e não estão a favor dos madeirenses”.