PS aponta o dedo ao orçamento em São Martinho considerando-o “um retrocesso”

O PS-Madeira veio hoje justificar o seu voto contra o orçamento e plano na Assembleia de Freguesia de São Martinho, considerando que o mesmo representa um retrocesso.

O grupo do Partido Socialista na dita Assembleia de Freguesia de São Martinho criticou fortemente as opções políticas do executivo liderado por Marco Gonçalves, acusando o mesmo de, em plena pandemia, reduzir a verba afecta à área social e ao apoio às famílias.

Duarte Caldeira Ferreira, vogal do PS, realçou que os documentos agora submetidos a votação pelo Executivo do PSD/CDS vêm provar o já anunciado retrocesso, nomeadamente na área social, reforçando ainda que “a estagnação em São Martinho já se sente e o passo atrás está já previsto no orçamento do próximo ano”.

O vogal do PS mostra-se apreensivo após a análise feita aos documentos apresentados por Marco Gonçalves e refere que “as opções do executivo não dão o destaque merecido às áreas mais sensíveis de São Martinho, ainda mais quando a pandemia continua a assombrar a vida de muitos dos nossos fregueses, afectando muitas famílias de forma clara e profunda”.

Duarte Caldeira Ferreira considerou também que foi necessário “espremer os documentos submetidos à Assembleia para encontrar algo novo, que diferenciasse este mandato dos anteriores e que fosse ao encontro das expetativas dos eleitores”.

O autarca socialista afirma que, mais uma vez, “as expectativas saíram defraudadas” e dá o exemplo da área social que vê perder verbas para outras áreas como a criação de um prémio financeiro que será atribuído aos empresários pelo executivo de Marco Gonçalves. Para o PS, refere uma nota de imprensa enviada às Redacções, seria muito mais assertivo “apostar na promoção do comércio local, criando uma relação de proximidade com os empresários, incentivando o consumo de artigos de produtores locais e reforçando a dinamização de eventos que levem os produtores para mais perto dos consumidores”.

Quanto ao dito prémio financeiro, o PS estranha que, apesar de já estar previsto no orçamento apresentado pelo executivo para 2022, tenha sido igualmente proposto na Assembleia de Freguesia pelos elementos do PSD, “numa clara descoordenação entre executivo e vogais da Assembleia”.

Outro dos prémios financeiros incluídos no orçamento de São Martinho a merecer reparo do grupo do PS passa pela atribuição de um valor monetário ao “Voluntário do ano”.

Duarte Caldeira Ferreira não compreende as justificações apresentadas para a necessidade de a Junta de Freguesia em premiar financeiramente quem se dedica a uma causa de forma voluntariosa.

“Há outras formas de reconhecer essa entrega altruísta”, refere o autarca, que vê com melhores olhos que essa dedicação seja reconhecida publicamente, a título de exemplo, no dia comemorativo do aniversário da freguesia.

Duarte Caldeira frisa que esta iniciativa apresentada pelo novo executivo só pode servir para “escamotear as fraquezas demonstradas no orçamento agora apresentado”, onde, conforme reforça, “não houve qualquer pejo em cortar nos apoios a atribuir em 2022 às associações que dinamizam as suas actividades na freguesia, espaços onde muitos desses voluntários desempenham com enorme dedicação”.