ABAMA “atira-se” a Humberto Vasconcelos

Foto Rui Marote

A Associação de Produtores de Banana da Madeira (ABAMA) emitiu um comunicado queixando-se de que o governo regional não actualiza os valores do apoio ao agricultor há mais de cinco anos.

Referindo-se ao secretário da tutela, a associação acusa-o de “pavonear-se com o facto de que paga mais, mas na realidade o aumento do valor global do apoio destina-se a um maior número de agricultores, ou seja, aumentam os agricultores inscritos e ele paga a todos, mas não actualiza o valor a nenhum”.

“Que jogo cigano de números para cima e para baixo e o agricultor sempre na mesma”, queixa-se a ABAMA, questionando ainda a inflação, custo de mão de obra, fertilizantes e outras “ferramentas” necessárias ao cultivo, o qual, se pretende mais produtivo e sustentável.

“O apoio calculado há mais de cinco anos, nunca actualizado, não suporta muito menos compensa, os valores actuais do mercado dos fertilizantes. Adubos que, entretanto, passaram de 18 € para 25 € desinfectantes que de 11 € hoje custam 19 € e o apoio do PRODERAM 2020 é sempre o mesmo por cada metro quadrado de terreno”, refere-se.

“Que grande fingimento este anúncio de milhões sobre milhões. Que miserável e abjecta mentira do titular dessa responsabilidade governamental”, acusa a ABAMA.

“Mais agricultores e mais área agrícola aumenta o valor do subsídio, mas não representa qualquer actualização dos valores dos pagamentos por metro quadrado. Então não deveria esta entidade governativa ter desenvolvido esforço e diligência junto ao PRODERAM para actualizar, no mínimo, os índices de inflacção do valor do apoio. O agricultor madeirense começa a ter de seguir a opção: “comer primeiro” e “com o que ficar” comprar, “o que der“ de pesticidas e guano. A situação é esta, tal é a pressão que diariamente padecemos”, queixa-se a agremiação.

“3 ou mais milhões para um museu da banana é um insulto ao Bananicultor”, conclui-se.

“Esses lucros da GESBA devem ser devolvidos a aqueles que produzem a matéria-prima que gera os lucros da ostentação, do regabofe e do compadrio dos quadros e dos assessores ou equiparados da GESBA”, acusa ainda.

“Quantos milhares de euros do nosso lucro são utilizados para comprar viaturas de 40 000 € ou mais para servir administradores e staff sem ofício conhecido”, acrescenta-se.