Estepilha: Gonçalo Nuno associado ao cinco; Iglésias uma cópia de Jorge Campinos, há 45 anos

Rui Marote
O Estepilha hoje é dois em um, shampoo e amaciador. Uma para o CDS, outra para o PS.
Quando foram anunciadas eleições antecipadas, Miguel Albuquerque chegou a manifestar que o PSD se apresentaria sozinho ao acto eleitoral.
O CDS viu a vida a andar para trás e movimentou-se. O líder laranja cedeu, mas com uma exigência: a candidata seria uma mulher.
A escolha dos centristas recaiu em Carla Baptista, que declinou o convite. Com a entrada de Patrícia Dantas, respiraram de alívio e a escolha passou a ser um homem. Coube a fava ao ex-chefe de gabinete de Rui Barreto, que reside em Lisboa, Gonçalo Nuno, ocupando o 5º lugar da lista.
Triste número “associado” ao financiador do Chega do CDS, dos cinco mil euros, que o povo não esquece. Dinheiro distribuído nas contas bancárias de cinco militantes, onde estão incluídos Rui Barreto e o actual candidato.
Estepilha, por ironia, o fantasma do número cinco prossegue sendo quinto da lista da coligação PSD/CDS.
Quanto ao PS, é a história da carochinha: amanhã será anunciada a lista do círculo da Madeira dos socialistas.
Iglésias chegou a ser apontado por Lisboa, a encabeçar a lista.
45 anos passados o síndroma de Jorge Campinos repete-se.
Em 1976 Mário Soares e o PS Nacional impuseram o Ministro do Comércio Externo âs eleições da Assembleia da República.
A intenção era colocar figuras nacionais em locais onde possam, por afinidade dos cargos que desempenham ser úteis à resolução dos problemas específicos de cada região.
Porém, era um desconhecido para os madeirenses e nada fez pela Madeira.
O sacrificado foi assim Olavo, actual deputado do parlamento nacional. Amanhã todas estas démarches vão estar em cima da mesa. O Estepilha estará disfarçado de mosca e atento aos desenvolvimentos.