“Patrulhão” NRP Sines anda daqui para ali com “a casa às costas”…

Rui Marote
Em missão de serviço, destacado na Região Autónoma da Madeira desde 1 de Setembro, está o navio patrulha oceânico Sines.
O cais de atracagem destes navios existente junto à lota do Funchal não suporta as dimensões do Sines, o terceiro navio da classe Viana do Castelo, com 83m de comprimento e um deslocamento de 1850 toneladas.
O movimento no porto do Funchal leva que esta unidade da marinha faça casa ora no Caniçal, ora no Porto Santo. É literalmente “expulso” pelas chegadas dos paquetes, andando em bolandas daqui para ali.
Ora, a Madeira e os seus governantes fartam-se de se gabar da contribuição importantíssima da Região para o país, com a nossa grande zona económica exclusiva, uma plataforma marítima de grande relevância e dimensão. A Marinha Portuguesa destaca para o Funchal um navio em condições, para patrulhar precisamente essa zona económica exclusiva, e obrigamo-lo a sair do porto cada vez que chega um daqueles “prédios de apartamentos flutuantes” e altamente poluidores, cujos turistas tomarão uns cafezinhos na RAM, irão eventualmente ao Monte e comprarão dois ou três souvenirs. Migalhas pelas quais o comércio da Região fica imensamente agradecido.
Entretanto, a Marinha Portuguesa? Ora, é “expulsa” daqui para ali…
Assistimos esta manhã à atracagem ao cais norte. Domingo, o navio vai outra vez com a casa às costas para o Caniçal…