Comissão Instaladora do União 1913 acredita na exequibilidade do projecto

A Comissão Instaladora do Clube de Futebol União da Madeira 1913 emitiu um comunicado, no qual lamenta “a recente factualidade com que se vem debatendo o Clube de Futebol União da Madeira, Futebol SAD, que não é mais de que um corolário sobejamente previsível, fruto de actos de gestão causadores de indelével e variado dano para a centenária marca União da Madeira”.

No dia em que, numa assembleia de credores no Palácio da Justiça, o Governo Regional votou a favor do encerramento do mesmo, a supracitada Comissão refere que “os mesmos problemas com que se vem debatendo a SAD, são extensíveis à sua agremiação fundadora, o Clube de Futebol União, que hoje viu ser decretada pelo Tribunal Judicial da Comarca da Madeira a respectiva liquidação e extinção”.

“Em reunião de assembleia-geral realizada em 01 de Fevereiro de 2020, os Sócios do Clube de Futebol União, de forma unânime, aprovaram a criação de uma entidade jurídica que, face aos inúmeros problemas de índole financeira e operacional apresentados pelo Clube de Futebol União e pela sua SAD do Futebol, se constituísse como legítima representante da marca União da Madeira, prosseguindo, numa base criteriosa, a actividade desportiva e social da marca, nos moldes que esta, fundamentadamente, exige”, recorda o comunicado.

“O Clube de Futebol União da Madeira 1913, por direito próprio, legítimo intérprete e representante da nossa marca, iniciou a sua actividade desportiva na época transacta, tendo sido obrigado a suspendê-la na presente época desportiva, por força do impedimento que nos foi imposto pelos “autointitulados salvadores do União”, no que concerne à utilização do nosso complexo desportivo”, critica-se.

“Estamos preparados e motivados para, com rigor, verdade e transparência, assumirmos o mandato que os Sócios do Clube de Futebol União nos conferiram, sendo certo que o nosso projecto só será bem-sucedido se, penhoradamente, todos juntos, Sócios e Adeptos do União, reunirmos a força aglutinadora de outros tempos”, exorta a Comissão.

“É certo e sabido que uma das premissas para concretização do nosso projeto social e desportivo dependerá sempre de nos vir a ser facultado, por quem de direito e com a necessária legalidade, o acesso ao complexo desportivo do União da Madeira, no Vale Paraíso, Camacha”, acrescenta. “A responsabilidade é enorme. A exequibilidade do projecto depende dos Unionistas e das demais Entidades percursoras do fim público que a actividade desportiva encerra”, conclui-se.