PSD critica PS por “bloquear” debate do CINM e impedir licenciamento de empresas

O PSD emitiu um comunicado considerando “absolutamente inaceitável o bloqueio efectuado esta manhã pelo PS ao debate do CINM, já depois dessa discussão ter sido autorizada e constar da ordem de trabalhos do plenário desta tarde na Assembleia da República”, afirma Sara Madruga da Costa, repudiando não só a postura como as consequências deste “bloqueio” para a Madeira.

“Boicotar esta discussão – que já estava agendada e que, inclusive, foi aprovada pelo Presidente da República – é fazer com que, pelo menos durante seis meses, seja impossível licenciar novas empresas e garantir mais emprego, para prejuízo deste Centro Internacional e da economia de toda a Região”, lamenta a deputada na Assembleia da República, que vai mais longe ao afirmar que, com esta “atitude deplorável, o PS volta a prejudicar a Madeira ao inviabilizar a discussão de uma matéria extraordinariamente importante e ao impedir a admissão de novas entidades no CINM a partir de 1 de Janeiro de 2022”.

Inexplicavelmente, prossegue Sara Madruga da Costa, “o PS foi o único partido a opor-se a este agendamento, mesmo depois de o mesmo já ter sido autorizado pelo parlamento, invocando um purismo regimental e uma alegada falta de conexão material que ele próprio não cumpre, fazendo uma interpretação muito restritiva do regimento que ele próprio nunca observou quando lhe dá jeito”, vincando que a verdade é que, mais uma vez, “o PS não quis resolver este assunto, arranjou razões para fundamentar o seu capricho e com isso, infelizmente, vem prejudicar uma Região que já está cansada de tanta irresponsabilidade, desrespeito e penalização politica”.

Sara Madruga da Costa insiste que este é um acto condenável da parte do PS a todos os níveis: “condenável porque o PS é o único partido que inviabiliza a discussão do CINM, condenável porque faz uma interpretação absolutamente restritiva que não faz quando efectua os seus arrastamentos, condenável porque inviabiliza a admissão de novas empresas no CINM a partir de 1 de Janeiro e condenável porque lesa a Madeira e os madeirenses”.