PS insiste na redução do IRS e do IVA na Madeira e acusa GR de má vontade

Os deputados do PS-Madeira voltaram hoje a insistir na necessidade de o Governo Regional baixar os impostos, aplicando o diferencial fiscal a que a Região tem direito, de modo a aumentar os rendimentos das famílias e das empresas madeirenses e fortalecer a economia.

No decorrer de uma conferência de imprensa, o deputado Sérgio Gonçalves defendeu que o Executivo implemente medidas duradouras e estruturantes, para que a retoma “não seja meramente conjuntural e baseada em factores que se esgotam em pouco tempo”.

“É importante que a retoma passe por apoios a quem produz, a quem trabalha e a quem consome, ou seja às famílias e às empresas da Região”, afirmou o parlamentar, frisando que há muito que o PS vem defendendo a redução dos impostos, “fazendo uso da nossa Autonomia e dos instrumentos que a Região tem à sua disposição”. Tal como referiu, a Madeira tem a possibilidade de reduzir a carga fiscal em 30%, mas o Governo Regional, “teimosamente, insiste em não o fazer”.

Sérgio Gonçalves recordou a “resistência” que houve da parte do Executivo em relação à redução do IRC, algo que, entretanto, ficou consagrado no orçamento regional para 2021, mas acrescentou que esta matéria “não se esgota em sede de IRC” e que há um longo caminho a percorrer também em relação ao IRS e ao IVA. “Se compararmos com a Região Autónoma dos Açores, neste momento existem sete escalões de IRS e em cinco deles os madeirenses pagam mais do que os açorianos”, constatou. Já no que concerne ao IVA, deu conta que na Madeira a taxa normal é de 22%, a intermédia é de 12% e a reduzida é de 5%, ao passo que nos Açores as taxas homólogas são de 16%, 9% e 4%, porque o Governo Regional tomou a decisão de reduzir em 30% as taxas, aplicando o diferencial máximo que é permitido por lei.

O deputado aproveitou para desmistificar que a Lei de Finanças Regionais que se aplica na Madeira é precisamente a mesma que é aplicada nos Açores, pelo que “não é por esse motivo que o Governo Regional não promove a aplicação do diferencial fiscal”.

“Nem é sequer também uma questão ideológica, porque sabemos que o Governo Regional dos Açores neste momento é liderado por uma coligação que integra o PSD e o CDS, portanto, os mesmos partidos que governam a Região Autónoma da Madeira em coligação”, acrescentou.

Sérgio Gonçalves denunciou, por isso, a “manifesta falta de vontade” do Executivo madeirense em reduzir os impostos às empresas e às famílias.