JPP diz que GR dá razão ao JPP na necessidade de criar apoio para os núcleos infantis

O deputado Paulo Alves, do JPP, referiu hoje em Santa Cruz o facto do Governo Regional, um ano depois, ter vindo dar razão ao partido, relativamente à necessidade de criar um apoio financeiro para os núcleos infantis.

Paulo Alves recordou que, em Setembro de 2020, “o JPP apresentou uma recomendação ao Governo Regional para que houvesse um apoio aos núcleos infantis, um apoio financeiro, tal como aconteceu em 2008 e 2009”.

“Esse apoio consistia num complemento a cada criança acolhida em cada núcleo, em 15% do valor do salário mínimo regional” apoio este que “foi chumbado pela coligação PSD/CDS com vários argumentos que agora vem-se a comprovar terem sido uma falácia”, reforçou.

“Há um ano, a maioria PSD/CDS justificou o chumbo com a diminuição das taxas de natalidade, com o facto das creches e dos infantários públicos existentes darem resposta e com o facto até dos núcleos infantis estarem a ser encerrados, ao longo dos anos, mas hoje, um ano depois, já se justifica?”, questiona.

“É lamentável que a coligação PSD/CDS tenha esta atitude: chumbar um diploma numa altura em que era mais necessário só porque vinha do JPP. Este é um exemplo da forma de fazer política; a coligação joga com interesses político-partidários ao invés de cuidar das reais necessidades dos pais e, neste caso, dos núcleos infantis”, lamentou este parlamentar.

Paulo Alves recordou que a proposta do JPP foi criada após a auscultação de vários núcleos, onde foi verificada a necessidade de criar um apoio financeiro, “principalmente num período de pandemia onde vários pais não conseguiram pagar as mensalidades dos seus filhos” e reforçou “o diploma do JPP propunha exatamente o que agora está a ser apresentado pelo Governo Regional: um apoio aos núcleos infantis, na ordem dos 15% do salário mínimo regional. Se o verdadeiro interesse da maioria PSD/CDS é responder às reais necessidades da população, porque chumbaram a proposta do JPP e atrasaram este apoio fundamental aos núcleos infantis, em mais de 365 dias?”, concluiu.