Fabiana Matos expõe rol de objectivos para requalificar São Jorge

Na sequência de uma série de breves entrevistas que o FN tem realizado, procurando dar a conhecer os novos autarcas e as suas prioridades para as diversas freguesias da RAM, hoje publicamos uma conversa com a actual presidente da Junta de Freguesia de São Jorge, Fabiana Matos (PSD). A mesma mostra preocupações sociais e de futuro, tendo objectivos bem definidos no que concerne às mudanças a fazer a à necessária recuperação de determinados espaços e infraestruturas. Tendo conseguido recuperar para o PSD uma Junta que antes estava nas mãos do CDS, considera que essa vitória “significa que a política está a mudar, os políticos têm de ser diferentes. Significa que eu e a minha equipa demonstramos credibilidade e seriedade ao longo da caminhada. Significa que fizemos história. Fez-se uma mudança histórica em São Jorge. A população de São Jorge demonstrou que acreditou em nós e no nosso projecto, viu em nós a esperança e o futuro (…)”.

Fabiana Matos considera que os principais problemas que afetam a freguesia de São Jorge e que exigirão o seu empenho e intervenção são a estagnação em termos culturais, desportivos e recreativos, o decréscimo populacional e o desemprego. Temas que assume sem meias tintas, mas para as quais tem objectivos bem definidos. Compromete.se, desde já, a activar a Casa do Povo de São Jorge e a criar uma nova equipa, bem como a mexer, também, com o Clube Desportivo e Recreativo de São Jorge.

Afirma que se empenhará em reduzir o número de pessoas desempregadas na freguesia, assegurar a limpeza de caminhos e veredas, homenagear os alunos do ensino básico, secundário e superior., cooperar com a paróquia, na limpeza interior e exterior da igreja matriz de São Jorge e na ornamentação floral da mesma, bem como da capela da Ribeira Funda e São Pedro, dinamizar o comércio local, e assegurar que o auditório (da escola que foi desactivada) esteja ao serviço da freguesia, para a realização de actividades de natureza diversa.

Fabiana Matos quer dignificar a imagem de São Jorge, sendo também suas intenções a continuação de uma relação de proximidade com a população. Promete que será “uma incansável defensora de São Jorge”, que se empenhará em “fazer a diferença, ser eu própria, ir ao encontro das expectativas das pessoas, ser criativa, ser resiliente, ser lutadora”, e, sobretudo, “ser uma presidente sempre presente”.

No seu entender, São Jorge poderá almejar um bom futuro com o contributo de todos. “Da minha parte, as pessoas podem contar com o meu”, afirma. Tem de haver “esforço, dedicação e amor à terra”.

Entre as infraestruturas e medidas sociais que reputa de mais urgentes, contam-se a abertura do lar de idosos e cuidados continuados em São Jorge, não só para desempenhar esse papel necessário de apoio à terceira idade, mas também para empregar um número considerável de pessoas da localidade. Outra medida é reabilitação dos imóveis anexos ao farol de São Jorge, para fixar casais jovens da freguesia.

Intenção sua é também concessionar o moinho de água da localidade, um dos “ex-libris” da freguesia, que tem registado a visita de muitos turistas. Por outro lado, quer requalificar o calhau de São Jorge, a partir da zona onde se estacionam as viaturas. A requalificação do “parque de estacionamento” junto à Estação de Tratamento de Águas em São Jorge onde se inicia o trilho para a Levada do Rei, é outra aposta, e bem assim a canalização de água potável na Rocha de Baixo.

Questionada sobre se espera uma boa colaboração da parte da Câmara Municipal de Santana e de Dinarte Fernandes, responde que sim. “Estou à espera de uma colaboração no mínimo igual às restantes freguesias do concelho. Quer a junta de freguesia, quer a câmara, trabalham em prol da população e com uma combinação de esforços, esse trabalho torna-se mais profícuo”, salienta.