Barracas improvisadas na orla marítima funchalense

Rui Marote
O Funchal Notícias não é autoridade policial, nem responsável pelo pelouro da Segurança Social.
Mas tem os olhos bem abertos para a multiplicação do fenómeno dos sem abrigo, alcoólicos e toxicodependentes no Funchal e não só. O calhau”, durante décadas, foi palco de barracas, autênticas favelas ao longo da costa marítima. Hoje a nossa frente mar oferece outro visual e o aspecto de terceiro mundo mudou bastante, com a zona de lazer povoada de gente que faz exercíco físico ao longo da orla marítima.
Porém, “sem abrigo” assolados por problemas de dependências teimam em construir no calhau junto ao paredão enrocado, mais precisamente frente à ETAR do Funchal. É uma barraca construída com cancelas “roubadas”, propriedade do Município, e que servem de barreiras na Avenida durante eventos festivos. Há visitas estranhas ao interior dos tetrápodes, que servem de enrocamento à enseada e aos paredões de protecção à marginal. Fala-se de tráfico de droga.
A fiscalização da orla marítima é da competência da Polícia Marítima, que permite a construção desses casebres, e quando actua, já é tarde, porque a actividade está em pleno funcionamento. Nas redondezas, passa o carro da metadona… Cerca das sete horas de hoje, com o raiar do sol no horizonte, vemos duas jovens estudantes sentadas no final do paredão, tendo o sol como pano de fundo…
A movimentação de caminhantes na sua manutenção física, prossegue entretanto, num autêntico vaivém, alheios ao flagelo junto aos seus pés.
Estamos a malhar em ferro frio: compete-nos alertar e ás autoridades resolver estes problemas do nosso quotidiano. “Quem tem ouvidos que ouça”…

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