Pedro Calado empossado: “Os funchalenses não aceitam mais desculpas nem adiamentos”

Para a coligação “Funchal Sempre à Frente” e as forças políticas que representa, foi ocasião de alegria, festejos, aplausos, comemoração. A tomada de posse dos órgãos autárquicos do Funchal, que hoje decorreu na Praça do Município, contou não só com ampla moldura humana, mas mesmo com uma activa “claque”, que não deixou de bater palmas efusivamente cada vez que o recém-instalado presidente da CMF, Pedro Calado, manifestava uma intenção ou afirmava algo.

De regresso à liderança da Câmara do Funchal depois de oito anos de domínio socialista, o PSD, agora apoiado pelo CDS, festejou e de que maneira, aproveitando para explanar o seu programa para a cidade e endereçar alfinetadas aos anteriores presidentes de Câmara do PS, bem como ao Governo da República. Porém, tudo decorreu com cordialidade e Pedro Calado e o anterior presidente, Miguel Gouveia, cumprimentaram-se e conversaram civilizadamente.

Perante uma plateia constituída pelas mais altas individualidades civis, militares e religiosas e muito público, Pedro Calado começou por agradecer a presença de todos, “neste dia tão marcante para esta cidade”. O orador lembrou que há quatro anos, neste mesmo dia, tomava posse como vice-presidente do Governo Regional. Agora toma posse como presidente da Câmara do Funchal. E foi aos funchalenses, “cidadãos participativos e informados”, que agradeceu também a confiança depositada no projecto vencedor no passado dia 26 de Setembro.

“Os funchalenses demonstraram de forma inequívoca que queriam um novo ciclo, na Câmara Municipal, na Assembleia Municipal e nas Juntas de Freguesia”, constatou. Dizendo-se extremamente honrado e motivado para o novo cargo de edil, Pedro Calado disse estar consciente da necessidade de não defraudar a obra realizada no passado por “grandes presidentes”, como o foram, para si, Fernão de Ornelas, Virgílio Pereira e Miguel Albuquerque, “homens de grande valor e visão que souberam enfrentar os desafios do seu tempo e transformar o Funchal”.

Elogiando a qualidade da sua equipa, disse que a mesma está comprometida “a 200 por cento” à causa pública e a satisfazer os anseios dos cidadãos.

Prometendo simplicidade e diálogo como forma de governar o Funchal, no seu discurso, Pedro Calado afirmou que se procurarão as melhores soluções para os inúmeros problemas que a cidade enfrenta, e que exigem resposta e soluções.

“Sabemos que os funchalenses não aceitam mais desculpas nem adiamentos”, declarou. E prosseguiu para garantir que o “modus operandi” da CMF se pautará, a partir de agora, por respostas em tempo útil, sem as “longas demoras, os constantes recuos, dificuldades e bloqueios que tanto caracterizaram os anteriores oito anos de governação (…)”, referiu, sob entusiásticos aplausos.

 

A defesa do interesse comum, assegurou, será a sua bússola. A “defesa intransigente das causas sociais” é absolutamente uma prioridade, nos próximos quatro anos, num trabalho que promete fazer em coordenação com as autoridades governamentais, regionais e nacionais.

“Connosco não haverá discriminação para com nenhuma junta de freguesia”, garantiu.


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