Gil Nuno apresenta nova exposição “Tiraram-me o Chão dos Pés”

O artista madeirense Gil Nuno inaugura amanhã, dia 20 de Outubro, uma exposição intitulada “”TIRARAM-ME O CHÃO DOS PÉS”. A mostra, de pintura e instalação, apresenta os resultados da Residência Artística no T1|BBCalling (no Barreirinha Bar Café) que se iniciou no mês de Setembro,

Sobre a sua mostra, diz Gil Nuno: “Na minha exposição anterior (éter e pó) explorei a minha visão sobre o reconhecimento do divino dentro de nós. Nesta mostra, trago à luz o maior impedimento para atingir esse estado de consciência. Contamina-nos subtilmente desde há muito tempo, mas só a partir do ano passado tornou-se perceptível para alguns: a manipulação”, refere.

“Li algures, sobre uma personagem que perdeu uma agulha dentro de casa, mas veio para a rua procurá-la porque tinha mais luz. Sem se aperceber, assim age a maioria, porque o bom senso pertence ao passado, tal como a sabedoria popular. Vivemos debaixo de um sistema que empola o medo e silencia o contraditório. Duvidar é um acto de rebeldia. A arte, apesar de ser considerada inútil para alguns, serve o sentir, e, no caso desta mostra, o pensar. Porque a arte ainda é livre, no T1 do BBC promovo o “e se…” até ao fim de Novembro”, refere.

“Utilizei tinta acrílica sobre papel cenário, galhos retirados do solo dos jardins do Monte, após o abate das árvores centenárias, e adesivo”, explica.

“Duvida de tudo. Encontra a tua própria luz” – Buda (?)”, cita o artista.

GIL NUNO Nasceu em 1962 no Funchal, onde vive e trabalha. É autodidacta. Frequentou o atelier Quattrocento, orientado por Marcos Milewski

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS: 2021 – “éter e pó” – Loja vazia no Funchal 2007 – “ Ninho de pulgas”, café Chega de Saudade 2006 – “ Bendito sejam os felizes para sempre”, café Chocolarte 2003 – “ God doesn´t give you more than you can handle”, galeria Espaço Aberto 1998 – “ Involução”, café Fora d´oras.

Participa desde 1999 em diversas exposições colectivas, salientando-se a sua presença na colectiva 2000 – XX anos de artes plásticas na Madeira – Museu de Arte Contemporânea.