Recados de Jardim para o retângulo: “Portugal é hoje um país esmoler”

Jardim na companhia de Bazenga Marques, no Porto Santo. Fotos FN

*Com Rosário Martins

A nível nacional, os tempos são de muita cautela, adverte Jardim. Não fala do PSD regional mas tem alertas a fazer para dentro do partido de Rui Rio: “Eu considero que o PSD a nível nacional está entre dois fogos: por um lado, tem de acelerar na oposição; os níveis a que a população portuguesa está a chegar, desde os sociais aos económicos, são os piores da União Euorpeia; há países que entraram depois de nós e já estão à nossa frente… Portugal não pode estar a viver da esmola da União Europeia e do próprio Estado. Hoje, Portugal é um país esmoler, vive da esmolas da União Europeia e vive das emolas do Estado Português. Não há criação de emprego, o dinheiro é tudo, desculpe o termo, “chulanço”… Outra barreira de fogo é evitar que, se as coisas correrem mal no PSD, o partido venha a ser palco de uma direita que é situacionista, orçamentalista e antissocial, que é a direita do Passos Coelho”.

Quanto ao papel do Presidente da República, Jardim faz silêncio: “Por uma questão de amizade, eu já não comento o PR”.