Albuquerque critica, “como cidadão inteligente”, o Estado português

O presidente do Governo Regional da Madeira afirmou ontem que os madeirenses “são cidadãos de corpo inteiro, não somos súbditos do Estado português”. Foi no lançamento do “Dicionário Breve da História da Autonomia da Madeira”, do académico Paulo Rodrigues, da UMa, que decorreu na Quinta Magnólia.

“Eu não sou empregado nenhum do Estado português e não admito, como cidadão inteligente e no uso da minha razão que o Estado português me venha dizer o que eu posso e não posso (…)”, acrescentou.

As declarações foram proferidas perante uma plateia de entidades civis e militares, às quais afiançou que “nunca vamos aceitar as sucessivas e recorrentes desconsiderações e descriminações de que somos alvo, e continuamos a ser alvo, por parte do poder central”.

A Madeira e os Açores, acusou, são tratados “de forma discriminatória”.

Fazendo a apologia da autonomia política das regiões, queixou-se de que os princípios de subsidariedade que orientam a própria União Europeia não sejam praticados pelo Estado português, e nem sequer aquilo que é mais elementar, como a continuidade territorial. “É triste e uma vergonha”, afirmou, que um cidadão pague mais para deslocar-se do continente para as ilhas do que dentro do espaço comunitário, ou que um bem, para circular por via aérea ou marítima para as ilhas custe mais caro do que para o estrangeiro”.