Gouveia e Melo agradado com o controle da pandemia na Região

O coordenador da Task Force para o Plano de Vacinação contra a Covid-19 em Portugal, vice-almirante Gouveia e Melo, visitou hoje de manhã o Centro de Vacinação no Madeira Tecnopólo, onde esteve acompanhado pelo vice-presidente do GR, Pedro Calado, e à tarde o Centro de Saúde do Bom Jesus, onde reuniu com Herberto Jesus, director regional de Saúde e com o médico especialista em Saúde Pública Maurício Melim.

Na visita à tarde à Unidade de Emergência e Saúde Pública, no Bom Jesus, Gouveia e Melo reuniu à porta fechada com Herberto Jesus, Maurício Melim e demais militares e profissionais de saúde. À saída, declarou terem-lhe sido mostrados estudos de saúde pública realizados na RAM, e os indicadores que usaram para aconselhar determinadas decisões.

O que lhe mostraram parece ter-lhe agradado muito, pois assim o declarou, considerando os métodos usados na RAM “uma aproximação lógica, racional e de causa-efeito. Fico muito contente por ver esta capacidade instalada na Madeira, e uma forma de olhar para os problemas que é a única possível, a racional. Fiquei impressionado com o que vi”, declarou. Para Gouveia e Melo, esta capacidade montada na Região “funciona e já produziu efeitos no controle da epidemia”.

Mencionou, como exemplo, o estudo e o controle das cadeias de transmissão e a análise da sua incidência em concelhos diferentes, bem como a perspectiva do comportamento da população e de como afecta a incidência da Covid-19.

“A Madeira é um pequeno laboratório que tem lições importantes para o resto do país”, considerou. A curta reunião foi considerada, do seu ponto de vista, “das mais produtivas e interessantes que tive”.

Como exemplo das experiências feitas na RAM das quais se podem extrair lições para o resto do país, citou, em vez do confinamento de toda uma região ou concelho, “fazerem-se restrições muito dirigidas”, medindo as cadeias epidemiológicas e os sítios onde essas cadeias se propagavam de forma mais abrupta.

Gouveia e Melo não quis tecer críticas ao país. “Muitas vezes a escala é impeditiva de se obterem certos resultados”, ponderou. Mas de facto, referiu, o que aconteceu na Madeira “foi um processo muito positivo de causa-efeito que permite tirar indicadores muito seguros para a acção”, e que merece ser assinalado.

 

Confrontado pelos jornalistas com o facto de a Madeira ir em breve receber estudantes que regressam de Portugal continental e emigrantes que vêm de férias na estação estival, o vice-almirante Gouveia e Melo referiu que “quando temos de caminhar para a frente, e o terreno é escuro e nebuloso, só há uma coisa que nos ajuda: é iluminar o caminho. E para isso, o que é necessário ter? Indicadores do passado e do presente, respondeu, para dessa forma evitar erros que foram cometidos no passado, melhorar o que também foi bem feito no passado, e tomar as melhores decisões”.