PSD vem denunciar “agressões verbais aos munícipes” pelo presidente da Junta de São Gonçalo

O candidato pela coligação PSD/CDS à Junta de Freguesia de São Gonçalo, Tiago Freitas, classificou a postura do actual presidente da Junta na Assembleia de Freguesia que ontem teve lugar como “inaceitável e inqualificável”. Isto porque a Assembleia foi marcada por vários “episódios lamentáveis”, entre os quais “o impedimento dos Munícipes participarem na referida sessão e o facto de alguns dos presentes terem sido alvo de agressões verbais apenas e tão só por terem apresentado as suas opiniões”, conforme sublinhou Tiago Freitas.

Este lamentou “o mau exemplo que o PS deu, mais uma vez, nesta Assembleia – apenas motivado “pelo nervosismo da verdade vir ao de cima e de ficar provada, mais uma vez, a gestão incompetente e pouco transparente que este Executivo tem vindo assumir”.

Trata-se, segundo os social-democratas, de uma “gestão incompetente e prioridades invertidas” que o PSD denuncia “numa freguesia em que em vez do Executivo da Junta se preocupar em resolver os problemas da população e em criar melhores condições de vida para quem ali vive, opta por assumir despesas supérfluas”, referindo-se, em particular, à aquisição de dois telemóveis, no valor de 1.200 euros, “com a desculpa de que os mesmos foram comprados para garantir as transferências que qualquer computador pode fazer”.

“Será que o Presidente da Junta tem a noção das necessidades que existem em São Gonçalo por colmatar? Das intervenções que podem e deviam ser feitas para melhorar a vida das pessoas, quer em termos de acessibilidades, quer ao nível das pequenas obras nas estradas, nos arranjos de jardins e em muitas outras áreas, essas sim com impacto e benefício direto nos Munícipes?”, questionam os social-democratas, que consideram inaceitável a forma como o Executivo da Junta se assume alheado da realidade e se mantém indiferente àquilo que são as preocupações dos moradores, “que prefere ignorar e dos quais só se lembra nas vésperas das eleições”.

Inaceitável é também o facto da Junta de Freguesia manter a sua irredutibilidade quanto à inserção das coordenadas da Casa do Povo local no seu site oficial, uma falha já por diversas vezes apresentada, pelo PSD, ao Executivo, que alega não fazer sentido esta divulgação.

“Aquilo que está em causa, nesta negação, é a privação dos residentes nesta freguesia a um conjunto de apoios e de informação que lhes são fundamentais, nomeadamente aqueles que se prendem com o acesso a programas de apoio como o FAROL e o FEAS que, no seu conjunto, apresentam verbas inclusive superiores ao Orçamento da Junta que são destinadas a ajudar quem mais precisa” sublinha Tiago Freitas, apoios esses que o Presidente da Junta de Freguesia sonega à população “apenas e só porque, também aqui, coloca os interesses partidários à frente do interesse comum e é incapaz de ver que essas ajudas existem para chegar às pessoas e cumprir o seu propósito”, apontam os social-democratas.

O candidato do PSD/CDS, ainda a propósito das Casas do Povo, lembrou que o presidente da Junta em questão aprovou um voto contra as mesmas e que, passados três meses, aprovou um voto de louvor, o que deixa claro “a falta de consistência e de verticalidade de alguém que nem sequer tem a noção do trabalho que é feito por estas instituições e que apenas as usa como arma de arremesso político”.