Estepilha: marina do Funchal é um autêntico “sem-abrigo”

Rui Marote
Max cantava
E a madeira é um jardim
E a madeira é um jardim
No mundo não há igual
No mundo não há igual
Não passa de saudosismo. É como a mocidade, já não volta mais… No dia 4 de Junho, na próxima sexta-feira, comemoram-se 37 anos que a Marina do Funchal foi inaugurada. Um “filho” da APRAM que desde há muito é um “sem-abrigo”.
Total degradação. um “cemitério” aos olhos dos que lá passam. Estepilha, já não bastava aquela morte lenta e agora o abandono dos jardins (ver fotos) onde o verde foi substituído pelo capim em tempo de cacimbo, uma paisagem mortiça.
A 21 de Fevereiro de 2019, o Funchal Noticias dava a conhecer o projecto de intervenção que iria mudar a imagem da Marina e do Funchal, extensão do passeio sobre a cobertura e a ligação túnel sob o cais (ver fotos). Concurso que ficou na gaveta e só adoçou a imaginação dos amantes da frente mar.
Sabemos e temos alertado para a realidade de que os concessionários da Marina (doca) Clube Naval e Associação Náutica, a magra mensalidade  não chega para manter os jardins e limpeza.
Quanto aos restaurantes e lojas que são pagas aos portos, algumas até têm infiltrações de águas, uma vez que as impermeabilizações são obsoletas. A demolição desses espaços chegou a ser por diversas vezes anunciada.
Mas nem tudo são desgraças, embora a mãe seja a mesma. Aqui, na Pontinha, o bailinho da Madeira pode ser cantado e dançado sem qualquer alteração da letra e o nosso Max aplaude do “além”, Estepilha!